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13 de mai de 2018

Review| For The People - S01E05 - World's Greatest Judge


O 5º episódio de For the People começa um tanto curioso: o Juiz Chefe Nicholas caminhando por um prédio desconhecido e barulhento, que não aparenta ser o melhor lugar para se morar, em seguida bate numa porta que quem o atende é uma mulher mais jovem espiando por uma fresta. Na cena seguinte o Juiz acorda de manhã e vai ao trabalho ao som de "Better Man", sentindo-se bem e criando a impressão de que este será um bom dia... Ele não poderia estar mais errado!

Logo de cara vemos o início de quatro dilemas, envolvendo: Allison defendendo um caso sobre falsificação de vinho; Leonard tentando incriminar um milionário por lavagem de dinheiro, caso dado pela advogado dos Estados Unidos Douglas Delap; Seth representando o governo em uma acusação contra um rapaz que entregou poucas gramas de metanfetamina; E o Juiz Nicholas indo contra os costumes da corte e fazendo o possível para não sentenciar o rapaz que entregou a droga.

O episódio se desenrola de forma apreensiva, pois vemos os quatro personagens irem atrás de resolver seus casos e defender seus princípios. Essa impressão é formada quando os quatro dilemas caminham pouco a pouco em direção a sua resolução, criando uma atmosfera de apreensão e suspense por ser impossível ter certeza de qual caso será resolvido.

O mais impressionante nesse episódio é a determinação e insistência do Juiz Byrne em se negar a sentenciar o réu com uma pena tão alta por uma ação tão pequena. Por mais que já tenha ordenado a mesma sentença antes, desta vez ele está determinado a fazer o que acha certo, mesmo que isso vá contra as leis do tribunal. Esse lado benevolente e alteridoso do personagem é totalmente novo para o expectador e de uma forma interessante foi feita essa pequena desconstrução da primeira impressão do Juiz Nicholas nos episódios 4 e 5.

Assistam, e descubram na cena final, quem é a mulher mais jovem que o Juiz visitou, na primeira cena.

Escrito por Lucas James Jernigan

30 de abr de 2018

REVIEW- SUITS S07E15("Tiny Violin") e SUITS S07E16 ("Good-bye")

"Está na hora, Harvey. Está na hora"




Algumas decisões inéditas foram tomadas a respeito desta season finale. Uma foi que se tratou de um episódio duplo com a exibição dos episódios 7x15 e 7x16. A segunda é que a season finale funcionou também como backdoor para o piloto do spin-off de Jessica Pearson. Some essas novidades ao fato de que a season finale também precisava dar conta de fazer a despedida de dois dos personagens centrais do show. Mike e Rachel estavam de partida e o seu casamento foi o grande mote na propaganda destes últimos episódios. O que temos é que havia um mundaréu de assuntos a tratar e mesmo um episódio duplo pode ser insuficiente para satisfazer todas essas histórias.

7X15- “Tiny Violin
Na primeira hora da season finale somos introduzidos a dois excelentes plots jurídicos, o tipo de enredo que de fato atrai a atenção do público e que tem tido poucas aparições no período mais recente de Suits. Do lado da clínica jurídica, um caso comovente envolvendo crianças intoxicadas por chumbo em virtude do funcionamento de uma fábrica de baterias próximo a uma escola. Do lado da Specter Litt, uma ameaça real da empresa vir abaixo por um processo orquestrado pelos antigos sócios (tudo bem que isso não é lá um tema muito novo, mas ver todo o time organizado pra lutar pela empresa sempre enche nossos olhos).
O caso das crianças tomou porte de ação coletiva e se tornou uma bagagem grande demais para Nathan carregar somente com seu pessoal, de forma que a ajuda de Mike foi requisitada. Impossibilitado de prestar auxílio financeiro em nome da SL, restou a Mike (com a benção de Donna) tão somente colaborar com horas de trabalho e uma mente brilhante.
Acontece que de cara Mike recebeu o problema de Nathan ter perdido um prazo para a devida protocolização de documentos do caso e o processo corria risco de ser arquivado. Segurando-se à verdade e à infinita gravidade do caso em comparação com meros prazos, a clínica conseguiu fazer com que o processo prosseguisse para julgamento. Porém julgamento não era ainda o objetivo final deles, afinal a clínica continuava sem os recursos necessários para suportar uma ação coletiva contra uma empresa daquele porte. De qualquer forma, eles tinham o trunfo para que um acordo fosse negociado.
Em paralelo, Mike recebeu a proposta de trabalho dos sonhos: gerir um escritório de advocacia que atenderia os oprimidos pelos grande figurões e ao mesmo tempo não tinha problemas financeiros para encarregar-se dos seus processos. Enquanto ainda não pensava em de fato aceitar a oferta, a proposta fez Mike refletir sobre o quanto estava limitado no caso em que trabalhava e que mesmo que conseguisse o melhor dos resultados, ainda seria incapaz de reverter a situação infeliz daquelas crianças. Robin não podia salvar o mundo. E assim, quando uma proposta (generosa aos olhos de Nathan) chegou, Mike expressou sua negativa imediatamente. A atitude causou revolta e preocupação em Nathan que, mais ciente das privações daquele mundo, sabia que a história poderia não acabar bem.
O golpe veio logo em seguida quando a clínica acabou perdendo seu financiamento de repente e junto com ele a sua capacidade de seguir funcionando normalmente. Mike juntou às peças do jogo e foi até o autor da oferta milagrosa acreditando ter sido ele o responsável pelo corte no financiamento da clínica, afinal, descuidadosamente, Mike tinha revelado a ele as deficiências financeira que passavam. Mesmo confrontado, Andy Forsyth negou até o fim que tivesse feito tal coisa.
Mike não acreditou e contou a Nathan sobre o fato na mesma ocasião em que lhe sugeriu mudar a forma como trabalhava, seguindo a ideia do emprego que lhe havia sido oferecido. Mike propôs que Nathan abandonasse a limitação dos seus honorários, fizesse dinheiro com aquele caso e com isso teria garantias de seguir gerindo seu escritório sem se preocupar com financiamentos e doações. Ainda que Nathan quisesse dizer sim a isso, ele precisava de dinheiro para lidar com a Discharge Power no tribunal.
Mike vai até Donna mais uma vez, mas dessa vez com o pedido firme de um empréstimo no valor de meio milhão. Obviamente, Mike tem seu pedido negado, afinal a SL é um empresa de Direito Corporativo e sua prioridade precisa estar em seus próprios clientes. A conversa com Donna é ainda a oportunidade para Mike confrontá-la sobre ela ter dito que ele não estava pronto para ser sócio sênior. E de fato Mike não está. Não porque ele não tenha capacidade ou maturidade pra isso, mas pelo simples fato de que o Direito Corporativo não é o assunto pelo qual Mike está de fato investido. No fim do dia, o coração de Mike move-se por outras causas. Como eu não deixo de enxergar Donna como uma figura materna para Mike, eu diria que ela é daquelas mães que repreende o filho que pede demais, mas enfim seu coração amolece e ela acaba dando um jeito de ceder a seu pedido. Donna apresentou a urgência de Mike a Louis que, numa linda postura de generosidade e apoio, doou de seu próprio bolso o dinheiro que a clínica precisava para ir a julgamento contra a Discharge Power. É um doce momento entre esses personagens (e por todas as deficiências do episódio seguinte, acredito que é o mais próximo que temos de uma despedida deles).
Não foi só a clínica que se viu na iminência de perder tudo nesse episódio. Enquanto Harvey e Donna tinham mais um momento de deleite alegrando-se pela noite anterior em que esvaziaram um garrafa completa de whisky juntos (contem-me mais sobre isso), acabaram interrompidos por Stanley Gordon e uma bomba em forma de processo. Gordon representava os antigos sócios que agora processavam a Specter Litt pelo dano causado às suas carreiras em virtude da contratação da fraude Mike Ross. A declaração emitida por Harvey sobre Jessica foi tudo que esses sócios precisaram para fazer suas argumentações totalmente plausíveis.
O valor pedido no processo igualava-se à mesma quantia que os tais sócios pagaram como entrada na sociedade, levando Louis e Harvey a acreditarem que no fim das contas era sobre isso que o processo se tratava. Nosso antigo desafeto Jack Soloff era parte desse processo, logo ele que já havia recebido de Jessica (sem comprovação) seu pagamento na medida em que ela se responsabilizou pela quantia de entrada de Soloff na sociedade de Robert Zane. Harvey tentou usar disso para apertar Jack a convencer os sócios a recuarem do processo, mas Soloff sustentou o papel de quem não teve outra saída e disse que não podia ajudar daquela forma sem acabar prejudicado também.
Enquanto tentavam provar que a fundamentação do caso era equivocada e que os sócios na verdade estavam atrás do reembolso do valores de entrada, Harvey e Louis receberam outro golpe. A parte adversária contava com uma declaração em juízo de uma antiga sócia admitindo o prejuízo em sua carreira em virtude da fraude Ross e essa sócia nem era parte do processo. Essa sócia era Dana Scott – Ahh, Scottie, sejamos honestos, a fraude não estragou sua carreira, ela apenas estragou seu relacionamento com Harvey (ou foi só mais um dos fatores nisso, porque na verdade esses dois se estragavam muito facilmente).
Harvey não queria ir até Scottie para fazê-la voltar atrás da sua declaração e Donna precisou intervir. Algumas verdades e instigações saem nessa conversa, como o fato de Donna ressaltar pra Harvey que Scottie não é única pessoa que ele vai atrás quando precisa de algo, ela é somente a única que faz ele se sentir mal sobre isso. Com esse ponto já rebatido por Donna, Harvey ainda questiona: “Por que você acha que eu não quero ir lá?”. Donna diz que não se importa por que, mas eu realmente queria saber. O que mudou pra você, Harvey? Porque em outros tempos Harvey não piscaria duas vezes antes de ir até Scottie e usar todo o poder de sedução que tivesse pra trazer ela de volta ao jogo dele. Mas por alguma razão ele não quer mais fazer isso agora. Donna ainda encerra a conversa trazendo a tona que se Harvey e Scottie não tivessem tido uma história, Scottie nem teria colocado eles naquela posição – quanta sutileza pra demonstrar ciúme.
Harvey acaba procurando Scottie e como ele mesmo previu, ela não cede a seu pedido. Harvey não perde a oportunidade, porém, de dizer que a declaração dela de que foi prejudicada em sua carreira é uma mentira e que ela diz qualquer coisa para vencer uma causa. Scottie decide que não reconhecer isso nela e ter sua própria carreira prejudicada em favor de Harvey.
Mais tarde, Scottie é quem resolve aparecer no escritório de Harvey e depois de toda uma ladainha de que sentia muito, que não quer que ele perca a empresa e que se importa com ele, Harvey a questiona sobre o que mais ela queria dizer. Scottie relembra que Harvey ficou de entrar em contato com ela quando tivesse terminado a terapia e agora ela quer saber se ele já está “consertado”. Harvey declara que ele é um trabalho em progresso, explica com algum constrangimento que acabou namorando a própria terapeuta, mas que não funcionou pois as coisas eram complicadas. Scottie, que parece ser infinitamente mais inteligente que Paula, pergunta se Donna tem algo a ver com essa complicação. A hesitação de Harvey já é uma resposta para Scottie e a razão para recuar. Aparentemente Aaron Korsh trouxe Scottie de volta tão somente para dar um encerramento à sua história com Harvey e martelar de uma vez por todas que não há mais espaço na vida de Harvey para outra mulher que não seja Donna – não foi essa também a conclusão do plot com Paula?
Tendo recebido a negativa de ajuda de Scottie, Harvey retorna a Louis e esse é o momento em que eles alteram o plano de jogo para agora tentar provar que Scottie não era como os outros sócios e que, consequentemente, a declaração dela não poderia ser extensível a eles. Harvey vai atrás da ajuda de Robert Zane para conseguir as avaliações de desempenho desses antigos sócios (que agora são sócios de Zane). Acontece que a reputação de Zane já estava por demais prejudicada dentro do escritório  por tantas ajudas que já ofereceu à Specter Litt e a única forma que ele tinha de ajudar agora era dando acesso, através de Rachel, aos documentos de forma intencionalmente descuidada.
Com as descobertas feitas pelas avaliações, Harvey consegue encontrar motivos para encurralar Jack Soloff e fazer ele retirar-se do processo. Tendo perdido essa batalha, Stanley Gordon propõe que eles encerrem a ação caso Harvey e Louis aceitem os antigos sócios de volta na empresa. A simplicidade e humildade da oferta incita a desconfiança de Harvey que acredita que há uma razão por trás disso. Quando Donna traz a informação de que o escritório de Zane está expandindo, Louis desvenda o enigma e finalmente compreende o grande plano de Gordon: trazer aquele grande grupo de sócios para a SL, instaurar uma votação para fundir com o escritório Rand Kaldor Zane e trair Harvey e Louis. Acontece que quando Harvey vai confrontar Robert sobre assunto, acaba sendo também o portador da notícia de que os sócios de Zane o estão traindo.
Em meio a esse estado total de caos, Jessica reaparece com mais um problema e um pedido. Ela conta que depois que Harvey destruiu seu nome com aquela declaração, ela acabou perdendo sua licença para advogar em Chicago. Jessica estava mexendo com os figurões da cidade e com aquela declaração eles tiveram o que precisavam para tirar ela do jogo. Jessica agora precisava do “melhor sócio que ela já teve” para enfrentar com ela uma última batalha.
Ainda abalado com o pedido, Harvey chega em casa e encontra a família Specter Litt reunida em seu apartamento – ao que tudo indica, Donna já tem sua chave de volta e se sente à vontade o suficiente para colocar todo mundo dentro da casa de Harvey e lhes servir bebidas. Todos estão ali para apoiar Harvey e garantir que vão segurar todas as pontas enquanto Harvey dá socorro a Jessica em Chicago. Mike garante que no segundo em que sua ajuda for necessária, ele deixa o que tiver de deixar na clínica. Harvey só toma de fato uma decisão após capturar um olhar de assentimento em Donna.
E é esse gancho que nos leva à segunda metade da season finale...

7x16- “Good-bye

Apesar do título, despedidas foram as coisas menos vistas nesse episódio. São as tramas em torno na vida de Jessica que tomam a maior parte do episódio e, considerando que nenhum dos plots jurídicos abertos no episódio anterior chegou a um encerramento, houve muito pouco espaço para mostrar o que os espectadores estavam de fato esperando assistir.
Chegando a Chicago, além de uma trombada do pessoal que estava no encalço de Jéssica, Harvey também recebeu um caso complicado: ele seria representante dos residentes de um grupo habitacional prestes a ser demolido para a construção de um novo projeto de habitação e a prefeitura havia reduzido drasticamente o número de moradias populares para os antigos moradores. Por trás disso tudo, havia um empreiteiro desonesto chamado Pat Mcgann, ditando todas as ordens para as ações da prefeitura.
A Procuradora municipal argumenta que Jessica só quer atenção e está explorando a moradora que ela representa para isso. Assim, Lillian Cook é chamada para testemunhar e contradizer a alegada exploração. Porém, antes do depoimento acontecer Jessica resolve ir até o homem que parece dar as ordens em Chicago. Jessica tenta convencer Pat a contratá-la para achar um novo lugar para seu projeto. Pat é irredutível e não tem nenhum constrangimento de afirmar que controla as decisões do prefeito com sua influência e dinheiro.
Não demora muito e na sua oitiva descobrimos que Lillian é, na verdade, tia de Jessica. Com isso, a presença de Jessica é vetada no processo. Além disso, por Jessica ter omitido esse fato, Harvey quase abandonou tudo, mas voltou atrás quando soube mais da história pessoal de Jessica, da sua ligação com Chicago e que seu pai havia falecido há dois meses e tudo isso era uma tentativa de reconectar-se à sua família. Vocês sabem como Harvey tem um fraco com esses assuntos de família.
Harvey segue o plano de Jessica indo até Pat Mcgann com uma proposta de que ele dê garanta uma residência em seu projeto para a tia de Jessica, dê apoio a Jessica para uma cadeira na Câmara Municipal e ainda seja “doador” para sua campanha (as aspas porque o dinheiro a ser doado vinha da própria Jessica e a doação seria apenas uma cena). Pat parece estar a bordo do plano, mas não se pode dizer o mesmo da família de Jessica que se sentiu vendida no meio dessa negociação e não estavam preocupados só consigo mesmos mas com toda a sua comunidade. Jessica arranja uma nova briga com a Procuradora por ela ter procurado a sua família e decide pedir para tirar a Procuradora da jogada como um dos termos do seu acordo com Pat Mcgann. Ah Jessica, a gente já aprendeu nos últimos episódios que quem faz esse tipo de ultimato acaba com um mau resultado. Assim é que quando Jessica se encontra com Pat ele já está fora do seu acordo, devolve-lhe o cheque e ainda já tinha conseguido uma forma de retirar Harvey do caso.
Então, justo quando pensamos que Jessica foi derrotada ela aparece dando nó em pingo d’água. Jessica providenciou fotos de Pat dando aquele cheque a ela e, conjugando isso ao fato de que Harvey foi retirado do processo, a coisa toda pareceria a olhos externos um suborno de Pat para que Jessica abandonasse a ação judicial. Com essa vantagem, Jessica recebe uma nova proposta, dessa vez, diretamente do prefeito Bobby Novak que a ofereceu um emprego na prefeitura de Chicago. Bobby quer que Jessica pare de lhe causar problemas e seja a pessoa que os conserte. A moeda de troca é que Jessica abandone o processo tendo a garantia de que eles iriam cuidar de sua família.
Jessica comunica a sua decisão de aceitar a proposta de emprego a Jeff e tal como ele nós também esperamos que Jessica seja a primeira pessoa a dormir com os cachorros e não terminar com pulgas.
Enquanto isso em Nova Iorque, Louis já sabia qual era o plano de Gordon com os antigos sócios mas ainda não sabia como seria capaz de não cair na sua armadilha. Ir a julgamento ou colocar os inimigos para dentro de casa poderia significar o fim da Specter Litt. Ele tentou todos os argumentos com Zane para tentar fazer com que esses sócios recuassem do processo mas não teve nenhum sucesso.
Alex surgiu com a ideia de arranjar um novo lar, com promoções e melhores salários, para os tais sócios e assim resolver dois problemas: com essa jogada eles eliminariam o argumento de que os sócios tiveram suas carreiras prejudicadas e ainda minariam sua tentativa de golpe. O novo lar seria a Gould, antiga firma de Alex e onde ele poderia usar um trunfo contra seu sócio administrador.
A Gould ofereceu emprego para 15 dos 25 sócios e o plano deu certo até que Gordon usou de um trunfo ainda maior contra Eli Gould e as propostas foram por água abaixo. A situação fica ainda mais problemática e Gordon tenta trazer Louis para o lado dele prometendo que pode manter o nome Litt na nova firma. Louis mostra que evoluiu e escorraça Gordon com sua proposta, bem ainda, defende o posto de Harvey rechaça a ideia absurda de Alex de se tornar sócio administrador para tentar capturar a confiança daqueles sócios se eles fossem reintegrados à empresa.
Donna pegou a conversa de Alex e Louis (a propósito, alguém notou que eles reaproveitaram uma cena do 7x14, mas em novo ângulo, em que Donna ouvia a conversa de Harvey e Mike? Que vergonha, pessoal da edição!) e resolveu que era hora de convocar Mike para oferecer uma mão ou duas a Louis. Mike sai com um plano ousado de trazer os tais sócios de volta, mas junto com eles também Zane e outros sócios de confiança, de modo que minariam a votação que pretendia golpear a Specter Litt. É papel do genro tentar trazer o sogro de uma vez por todas para o lado de sua empresa e o clima de suspense sobre se Robert aceitaria ou não a proposta permanece até quase o último segundo. Quando Louis já estava assinando a proposta de trazer os antigos sócios de volta, Zane entra e anuncia a sua fusão ao grupo. Louis fica agora encarregado de dizer a Harvey que Zane quer seu nome na frente. Eu mal internalizei o fato de que a empresa se chama Specter Litt e eles já vão mudar outra vez.
O julgamento da clínica contra a Discharge Power ia bem até que um relatório de perícia do solo da escola afetada pelo chumbo acabou atrasando e, quando finalmente saiu, apresentou resultados negativos. Acontece que seis semanas antes a escola recebeu uma doação para fazer um projeto de embelezamento e o solo foi revitalizado apagando qualquer sinal da intoxicação. Agravando os contras, Rachel trouxe a novidade de que a proposta de emprego que Mike tinha recebido era real, não tinha qualquer intenção de prejudicar o processo no fim das contas e assim eles não poderiam prosseguir com argumentação de obstrução de justiça. Mike e Rachel chegam à conclusão de que se a empresa preocupou-se com o projeto de modificação do solo foi porque ela sabia da sua responsabilidade antes do processo e em razão disso deveria ter um contrato de seguro maior do que o normal. De fato tinham e isso era a prova que precisavam para fazer a Discharge Power assumir a sua responsabilidade e ganhar vantagem no julgamento ou negociação.
Tendo o argumento e a prova, Mike deu um show no tribunal e conseguiu fazer com que a empresa admitisse que conhecia os prejuízos de sua conduta e assim foi fechado um acordo de 1 milhão por cada família prejudicada pela intoxicação.
Mas pouco antes disso e enquanto aguardavam que as provas documentais fossem providenciadas por Oliver, Mike e Rachel entraram na conversa que definiria a direção da saída desses dois personagens. Agora que sabiam que a tal proposta de emprego era real, ela tornou-se uma opção de vida. E desse jeito, em uma conversa de cerca de dois minutos, Mike e Rachel decidiram que deveriam deixar a Specter Litt, se mudar literalmente para o outro lado dos Estados Unidos e adiantar o casamento – porque sabe-se lá por que motivos, seu novo empregador não poderia esperar seis semanas. Bem, considerando que Korsh veio se gabando em entrevistas que ele tinha planejado a saída de Meghan há cerca de um ano, me espanta que uma proposta de emprego nos últimos minutos da temporada foi tudo que ele conseguiu fazer.
 Ainda mais absurdo, Mike já não se importava com quem poderia comparecer a seu casamento ou não e considerando que Harvey estava em Chicago ele poderia não estar presente. Eu vou frisar mais uma vez porque todo mundo precisa tomar ciência do absurdo dessa escrita: Mike estava disposto a se casar sem a presença de Harvey, sem o cara que transformou completamente a sua vida, sem o cara que é seu tutor – ou sua referência de pai, ou de irmão mais velho, sem seu best-man. Rachel, quando contou a novidade a Donna, chegou a pedir que ela não comunicasse isso a Harvey ou Jessica. Mas como???
Então de repente chegamos à cena do casamento e Mike descobre que Donna é a única pessoa com bom senso que entendeu que aquele casamento sem a presença de Harvey não fazia qualquer sentido. Em cerca de sete minutos, o casamento – que  foi o foco das promos da season finale e o assunto de muitas e muitas entrevistas – acontece. É tudo muito rápido e atropelado. Temos a chance de ver Harvey e Donna caminhando ao altar juntos e olhando um para o outro enquanto Mike recitava os votos que pareciam exatamente escritos para estes dois. Rachel também pronuncia seus votos e o padre enfim declara os pombinhos casados, enquanto Donna e Harvey trocam olhares.
A recepção do casamento é o momento que é guardado para Mike comunicar a Harvey sua decisão de ir embora com Rachel. Harvey não parece muito contente mas entende a decisão e se despede de Mike com um abraço. A gente já viu Harvey mover mundos para garantir que seu pupilo não fosse embora e o jeito que essa cena foi escrita agora parece muito incongruente. Mas ao menos eles tiveram uma despedida não é? Acelerada, ilógica e insuficiente, mas uma despedida. O que dizer de Louis e Donna que ainda nem sabiam que Mike e Rachel estavam de partida e não tivemos a chance de ver esses personagens dizendo adeus? Os roteiristas realmente acharam que o público não estava interessado em ver isso? Sete anos abordando todos esses personagens como uma família e esse é o tipo de saída que deram a Mike e Rachel?
A cena final (entrecortada sabe-se lá por que razão por quadros de Jessica depressiva encarando a janela) é do momento de festa em que os casais da série estão dançando: Louis e Sheila pendurada em seu pescoço, Rachel e Mike, e este apontando para o terceiro casal, Harvey e Donna. Sim, porque Donna apareceu para em segundos tirar Harvey do seu estado de tristeza pela saída de Mike e ele não resistiu a convidá-la para dançar. Não nego que a cena é linda, mas pelas propagandas e promessas feitas era esperado muito mais para deixar os telespectadores satisfeitos.

Notas:
1.  Tiremos um momento para admirar a evolução de Louis Litt. Quando Harvey tentou responsabilizá-lo pelas implicações do plano de emitir aquela declaração sobre Jessica, Louis foi maduro o suficiente para não surtar e direcionar Harvey para o verdadeiro inimigo.
2.       Mike ainda vai de bicicleta para o trabalho e esse é um detalhe adorável.
3.   “Nós quase perdemos nosso arrendamento?” “Esse não é o ponto Louis”. Shhh, Louis!! Águas passadas.
4.      Claro que Harvey precisa de aval de Donna para tomar uma decisão. Da última vez que ele decidiu algo sozinho ele acabou namorando a própria terapeuta.
5.  Quando Jessica pede que Harvey faça Pat decidir entre ela ou a Procuradora e Harvey responde: “Jessica, eles não te conhecem. Você não pode pedir tanto. (...) É uma má ideia”. Acho que Harvey adquiriu algum conhecimento sobre esse tipo de ultimato nos últimos dias.
6.      Um balanço sobre Darvey nessa temporada: Todo o plot com Paula foi construído de forma a colocar Donna e Harvey para enfim explorarem o que sentem um pelo outro. Donna beijou Harvey para saber o que sentia, Harvey desistiu de um relacionamento para manter Donna em sua vida. Pareceu fixado na resolução dessa temporada que nem Donna nem Harvey conseguem manter um relacionamento com um outro alguém. Ainda assim, estamos na estaca zero sobre esses personagens terem consciência dos seus sentimentos. Korsh disse em entrevista que a torcida Darvey ficaria satisfeita com a season finale. Se ele acha que a dança satisfaria alguém, então ele não faz ideia do que os telespectadores querem ou de qual era a direção da sua própria escrita. Não se trata de atender o desejo dos fãs, trata-se de ser coerente com a própria história que foi desenhada. O caminho dessa sétima temporada levava a Harvey e Donna darem um passo adiante e ver o que tem a frente para eles dois. Em vez disso, Korsh escolhe seguir jogando com o flerte e a ambiguidade. Bem, se a razão para segurar tanto o casal é achar que os espectadores ficarão entediados depois que eles ficarem juntos, então é necessário contar a ele que este “vai/não vai” já está entediante de qualquer forma.
7.       Harvey conversa com Mike na recepção do casamento e elogia seus votos, “principalmente a parte sobre família”. Mike não disse sequer uma palavra sobre família nos votos. Quanto desse episódio foi cortado?
8.    Quem são todas aquelas pessoas no casamento? Onde estavam as pessoas importantes na vida de Mike como Harold, Jimmy, Kevin, Benjamin ou a mãe do cara que ele tirou da cadeia e que o ajudou em seu julgamento? Ok, já entendi, não havia tempo para eles aparecerem em um casamento de sete minutos, não é?
9.       Não é que estes episódios tenham sido ruins. Foram muito bons e os plots foram ricos, na verdade. É só que eles pareceram estar no lugar errado. Eles não cabiam numa season finale que tinha o claro propósito de configurar uma despedida para dois personagens do elenco principal. Mike ainda pode aparecer mais uma vez, mas, pela condição especial de Meghan, é certo que Rachel nunca vai voltar e Suits perdeu a oportunidade de fazer uma despedida decente. O spin-off de Jessica parece ótimo mas a decisão de colocá-lo dentro da season finale foi péssima. Um, porque o clima sombrio e a história pesada não se harmonizaram com a trama do casamento. Dois, porque o spin-off consumiu todo o tempo que deveria ser dedicado à saída do par. Quando Jessica “deixou a série” na sexta temporada, ela teve um episódio inteiro centrado nela e sua despedida foi completamente satisfatória. Como alguém disse no twitter: até Norma, que nunca conhecemos a cara, teve um adeus melhor do que Mike e Rachel tiveram. Nunca fui a favor de justificarem a saída de Mike e Rachel com uma morte, mas se Korsh os tivesse matado, ele pelo menos teria mais trabalho com a despedida desses dois. Ter colocado o spin-off nessa season finale foi não apenas uma injustiça com Mike e Rachel mas também uma injustiça com Jessica, já que agora seu spin-off é motivo de irritação para muitos fãs de Suits. O que vimos acontecer nessa season finale deixa a impressão de que Suits não tem qualquer planejamento de escrita a longo prazo, uma vez que um plot absurdo e maçante com Paula Agard dura treze episódios e a saída de personagens importantes como Mike e Rachel é resolvida em dois.
10.   Com a saída de Mike e Rachel anunciada já havia uma enorme quantidade de fãs prontos a deixar a série e, com essa season finale , Suits fez um péssimo trabalho em deixar as pessoas interessadas na oitava temporada. Teria sido um bom momento para um cliffhanger mas Suits não fez isso. Pra piorar, a promo divulgada para a oitava temporada gira completamente em torno da personagem nova, Samantha Wheeler, interpretada por Katherine Heighl. A produção de Suits precisa entender que se um fã vai manter a série em sua grade, é muito pouco provável que seja por interesse numa personagem nova, mas sim pelos personagens antigos que nos cativaram ao longo do show.


            Curta Suits BRASIL!
Assista a promo da oitava temporada:





20 de abr de 2018

REVIEW- SUITS S07E14-"Pulling the Goalie""



"Isso não é pessoal. São apenas negócios."




Eu estava tentando conviver bem com a informação de que em breve não teremos Mike e Rachel em Suits. E eu estava tendo sucesso nisso até que com esse episódio, Suits me lembrou das coisas que vou sentir falta e das coisas que vou lamentar por terem sido tão pouco exploradas. É que no fim das contas, acredito que o ponto mais alto de Suits não são os casos intricados, não é o glamour, não é o humor dos diálogos. O que realmente nos cativa em Suits é a dinâmica dos personagens, é o carisma e a química explosiva de cada um dos relacionamentos que estão ali desde o início da série. Ao que tudo indica, Mike e Rachel vão sair com a garantia de seu final feliz, porém ainda vamos ter que lidar com a separação de Mike/Harvey e Rachel/Donna.
Enquanto o relacionamento entre Mike e Harvey constituiu  uma marca da série e teve presença constante na maioria dos episódio, Donna e Rachel tiveram um tratamento bem menos dedicado. E é por isso que o temos a oportunidade de ver no 7x14 nos deixa com um gosto agridoce. Enquanto por um lado é maravilhoso ver estas duas mulheres fortes trabalhando como um time e vencendo batalhas pela Specter Litt, por outro nos perguntamos porque isso não foi trabalhado com mais frequência antes, no lugar de tantos plots vazios e personagens recorrentes que não acrescentaram grande coisa à série. Por que fomos privados dessa maravilha por tanto tempo?
Donna foi abordada por David Fox, proprietário do prédio onde a Specter Litt está instalada e numa conversa cheia de sorrisos e flertes (pra que?), David argumentou que a retirada do nome de Jessica da empresa causou alguma preocupação sobre a força do escritório e a capacidade de continuar cumprindo com os termos do arrendamento. Donna rebate esclarecendo que eles passaram por um processo de reestruturação e o escritório estava mais forte do que nunca. Baseado nisso, Fox pede que Donna prepare um documento relatando a restruturação, o que Donna faz prontamente. Tudo porém não passou de uma manobra para que Fox tivesse um documento comprovando a reestruturação da empresa, o que seria suficiente para invalidar o contrato de arrendamento e dar um aviso de despejo de 90 dias.
Donna recorre a Rachel para lidar com a situação e a advogada, reconhecendo a gravidade do problema , alerta que Louis e Harvey deveriam tomar parte ciência do assunto. A questão é que Donna não quer que isso chegue até eles, afinal Donna beijou Harvey e isso acarretou no término do relacionamento dele e Paula e assim Donna já está sentindo culpa (não sinta, Donna) suficiente para não ser responsabilizada por outro infortúnio. Desse modo, Rachel aponta para uma saída jurídica manejando um processo contra David Fox. O tiro sai pela culatra pois David esclarece que com isso ele tem o fundamento para despejar a empresa em não mais 90, mas 30 dias. David não tinha protocolado qualquer processo contra a Specter Litt e o fato de Donna ter iniciado um processo contra o locador se encaixou na cláusula contratual que previa a extinção do arrendamento nessa situação.
Talvez a intenção de todo o flerte foi trazer Donna para uma condição de maior vulnerabilidade na qual ela desligasse seu radar de alerta sobre gente canalha e depois, o estado de culpa e desespero pelo dano já feito fosse a justificativa para o segundo erro. Porém, não consigo deixar de pensar que foram erros primários e não encontram muito sentido dentro do perfil em que a personagem é escrita. É a Donna, poxa! A marca da personagem é que ela conhece as pessoas e as intenções por trás das falas delas. Fazer com que a personagem com a maior inteligência emocional da série e com treze anos de carreira num escritório de advocacia se engane tão facilmente sobre as intenções de alguém e ainda se equivoque sobre se um processo já foi efetivamente constituído é fugir demais da linha da personagem. É quase como fazer Mike Ross ter um lapso de memória.
Com o agravamento da situação, Rachel considera inevitável que Donna comunique a Harvey sobre o problema. Donna é convencid,a mas quando ia ter a conversa acabou pegando uma discussão entre Mike e Harvey na qual este reiterava o sacrifício que tinha feito há poucos dias. Foi o suficiente para Donna recuar.
 Felizmente, Donna acaba lembrando do seu talento especial em conhecer pessoas e o que as afeta. Assim, ela consegue compreender que Fox é um homem inseguro tentando usar a grandeza de suas propriedades para encobrir suas próprias fraquezas. Se ele não tiver isso para se vangloriar, então ele não tem nada. A dupla Donna e Rachel então concebe o plano genial de adquirir o controle dos direitos aéreos sobre as melhores propriedades de David Fox e ameaçam destruir a maravilhosa vista que os inquilinos desses locais tinham. Fox é obrigado a retroceder, reembolsar da aquisição dos direitos aéreos e ainda providenciar uma redução de 10% no valor do arrendamento que tem com a Specter Litt. Vitória das mulheres e somente delas. Foi gratificante que os roteiristas tenham escolhido seguir esse caminho em vez terem que trazer qualquer um dos homens da série para arrumar o problema que Donna acidentalmente causou.
 O duo masculino Mike e Harvey também teve suas batalhas a enfrentar. A juíza que atuou no caso de Mike reapareceu pedindo sua ajuda em um processo no qual ela é acusada de alterar um veredito para vantagem pessoal.  O caso é a oportunidade para Mike trazer alguma distração a Harvey depois de seu término com Paula. E já que é pra distrair, Harvey resolve ir pensar com mais clareza rebatendo bolas de baseball ( porque Tom Cruise falou em “Questão de Honra” que pensa melhor com seu bastão – sim, voltamos às citações de filme). Não demora muito pra Mike e Harvey perceberem que talvez a intenção da firma adversária seja apenas afastar a juíza Halls de algum caso futuro e por essa razão tentam negociar para que sua cliente rejeite atuar em casos deste escritório pelos próximos três anos.
A juíza Halls, porém, recusa a jogada proposta e Harvey e Mike seguem com sua tentativa de distração em um bar. A ocasião é a oportunidade de Mike perguntar a Harvey o que aconteceu para que ele e Paula rompessem. Me pergunto que tipo de resposta bruta Mike receberia se fizesse a mesma pergunta na primeira ou segunda temporada, mas estamos na sétima e esse Harvey é mais aberto para falar de seus problemas pessoais, finalmente. O interessante é que Harvey não menciona o ultimato de Paula para explicar o término. Ele resume a história a “Donna me beijou (...) Isso me levou a perceber que Paula não era a certa”. Daí entendemos que embora o término perpasse pela questão do ultimato, essa não foi a razão em si para a decisão que Harvey tomou. De igual modo, a escolha de Harvey por Donna não se resume apenas à lealdade profissional entre eles. A verdade é que o beijo acendeu em Harvey o alerta de que Paula não era a pessoa certa. “Por que Donna é?”, pergunta Mike, cheio da ousadia que Harvey deixou crescer, e Harvey nem confirma nem nega. Então Mike explica que pode ter colaborado para a atitude de Donna quando a aconselhou a falar para Harvey sobre como ela se sentia, mas que não imaginava que ela iria beijá-lo. Harvey entende, diz que ele não tinha como saber e então tem uma epifania sobre o caso em que estavam trabalhando.
Harvey e Mike resolvem forjar a assinatura da juíza Halls para fazer com que o escritório adversário acredite que ela ficará afastada dos casos deles e assim encerrem o processo contra ela, assumindo, de certa forma, que a coisa toda foi fabricada com esse propósito. Todavia a advogada rival rejeitou a proposta e trouxe a tona um caso mais antigo em que a juíza interferiu ilegalmente para ajudar um adolescente infrator que tinha um péssimo defensor público. É o que basta para Harvey querer abandonar o caso, mesmo depois da juíza declarar que negou um pedido de Anita Gibbs de grampear os telefones de Mike e Harvey, o que provavelmente teria levado os dois e não somente um para a cadeia. Temos então uma daquelas frequentes – e em breve, nostálgicas – situações em que Harvey bate o pé pelo lado profissional dos casos e Mike apela para as questões pessoais e sentimentais. A discussão engrossa, Harvey diz que a juíza só procurou Mike porque ele era um trouxa que se sentiria devedor dela e Mike acusa Harvey de nunca ter sacrificado nada por alguém. É a deixa para Harvey gritar o sacrifício que teve de fazer depois de todos os eventos decorrentes do tal conselho que Mike deu a Donna. “Você vai realmente tornar isso sobre Donna agora?”. Talvez seja porque o assunto Donna é uma constante na mente de Harvey.
A animosidade não dura e logo Mike e Harvey estão pedindo desculpas pelas ofensas trocadas. Os advogados também chegam enfim a uma percepção sobre o caso e se dão conta de que na verdade a firma rival pretende se livrar da juíza Halls em um caso antigo e tudo isso era parte de uma conspiração para alterar várias decisões judiciais que prejudicaram seus novos clientes. Acontece que isso é uma infração criminal e então a advogada é encurralada e Batman e Robin salvam o dia mais uma vez – talvez a última vez.
Já que profissional e pessoal se cruzaram o tempo todo nessa missão, Harvey resolve continuar a conversa pessoal que tiveram mais cedo para perguntar a Mike porque ele disse o que disse à Donna ( e a expressão de curiosidade de Harvey é adorável). Depois de ouvir que foi porque se importava com Donna e não queria deixar que ela passasse a vida sem saber, Harvey questionou se Mike não pensou no que isso poderia causar a seu relacionamento. “Eu achei que se você estivesse tão firme com a Paula, isso não iria importar”. Mike Ross falou isso na cara de Harvey. E mais: “Eu acho que talvez eu estava torcendo para a Donna ficar com você”. Esse é o capitão do meu ship! Contra isso Harvey não tem como  argumentar e responde apenas com um “É justo!” (Claro que é. Torcer por Donna e Harvey é a ordem natural das coisas). Harvey também diz que não está querendo ficar com ninguém nesse momento e então, segundos depois, ele está entrando no escritório de Donna, dividindo drinks com ela e trocando olhares (insira emojis com hearteyes). Assim fica difícil acreditar em você, Harvey.
Depois de ter acidentalmente se batido com o noivo de Sheila – e com a realidade – no último episódio, Louis se dá conta de que é o momento de deixa-la para trás. Contudo, Zander agora é quem aparece em seu escritório vangloriando-se de estar com Sheila e ferindo o ego de Louis. A disputa dos dois homens por Sheila me fez sentir saudade de quando Louis e Nigel brigavam pela gata Mikado – um duelo muito mais interessante, convenhamos.
Louis, com a ajuda devotada de Katrina, resolve ir atrás de Zander no Tribunal para provar a este e a si mesmo de que é um homem melhor que ele. Se ele vai ficar com a garota, então que Louis pelo menos tenha a garantia de ser melhor advogado. Mas as coisas não saem inicialmente como o esperado e quando estava prestes a perder, Louis passou perto de descumprir a palavra dada a Sheila e contar do caso deles, apenas para ter uma vitória sobre Zander. Lipschitz, como profissional íntegro e ciente de seu juramento (Paula nunca será), alerta que se Louis seguir por esse caminho então eles precisarão encerrar as sessões por ali, pois será a prova de que o tratamento não está funcionando e na verdade causando prejuízos a Louis.
Com o alerta e com a ajuda de Katrina mais uma vez, Louis encontra a forma de destruir Zander no Tribunal e comprovar que ele é o melhor entre os dois. Contudo, depois de um pedido de Sheila para deixar tudo isso de lado, Louis escolhe ceder, provando simplesmente que é um homem superior. O gesto revira todo o quadro. Sheila é tocada pela atitude de Louis, deixa o noivo por Louis, reconhece que o ama e derruba a maior barreira do relacionamento deles deixando que o destino decida sobre se eles terão ou não terão filhos. Louis fez seus sacrifícios e Sheila se dispõe a fazer os dela também. A personagem vinha tendo uma conduta detestável nessa temporada, mas não dá para negar que esse foi um belo ato de redenção.


Notas:

1.       É muito bonita a relação de lealdade que Katrina tem com Louis e foi muito tocante a cena em que ela beija a sua testa e lhe diz que ele é um homem bom. Katrina como personagem regular na próxima temporada será algo interessante.
2.       O amadurecimento de Harvey nesse episódio foi notável. Além de ter se mostrado mais aberto para conversar assuntos pessoais com Mike, a sua conversa com Louis também foi sublime. “Às vezes nós temos que sacrificar nossos negócios pelas pessoas com as quais nos importamos”. Ele não está falando de trabalho.
3.       As cenas de Donna contando a Rachel que beijou Harvey e de Harvey contando a Mike que Donna o beijou colocadas em paralelo só para fixar quem é a torcida de Darvey dentro da série. O melhor presente de casamento que Donna e Harvey poderiam dar a Mike e Rachel é ficarem juntos de uma vez.
4.      Chega de colocarem Donna se sentindo tão culpada pela única vez em que ela colocou seus próprios interesses à frente dos de outras pessoas. Paula não foi justa e honesta com Donna e aquele relacionamento nunca foi fundamentado em um sentimento legítimo, nunca passou de transferência mal trabalhada. Não tem porque colocarem Donna para se culpar tanto pelo fim de algo que nem era real.
5.         Ver Harvey e Donna sendo fofos, bebendo juntos e trocando olhares apaixonados é um alívio depois de 13 episódios de drama e sofrimento? Sim, mas não é suficiente. Principalmente quando Suits tem a capacidade de ignorar fatos passados e seguir como se nada tivesse acontecido. Os treze episódios dentro do tal plot Paula-Harvey-Donna até o momento não levaram a lugar algum e apesar de toda a introspecção desses personagens eles continuam não cientes do que verdadeiramente sentem. Então qual foi o ponto de Harvey namorar alguém projetando nela tantos elementos de Donna? Qual foi o ponto de Donna se sentir incomodada por ele ter alguém? Qual foi o ponto de beijar pra descobrir o que sente? Qual foi o ponto de Harvey ser afetado pelo beijo? Suits prefere percorrer por caminhos de ambiguidade e sinais confusos e embora no início isso pareça muito divertido para fãs hardcore ( que se sentem desvendando enigmas e sinais ocultos), hoje já é frustrante pois parece que a solução nunca chega. Dar sinais dúbios é uma escrita conveniente pois permite que a narrativa siga para qualquer lugar sem estar comprometida com uma lógica anterior. Seguir nesse caminho depois de sete temporadas torna tudo tedioso e desapontador para os fãs hardcore e confuso para os espectadores que assistem sem tanto compromisso.
6.       Finalizamos o episódio 14 sem ter ainda qualquer ideia sobre qual será o motivo para Mike e Rachel decidirem deixar a Specter Litt. A season finale terá bastante coisa para abordar.



Curta Suits BRASIL!
Assista a promo da season finale! Os episódios 15 (Tiny Violin) e 16 (Good-bye) serão exibidos juntos.







18 de abr de 2018

Review| The Flash - S04E18 - Lose Yourself


Goodbye my Lover/ Goodbye My Friend.

Review| For The People - S01E04 - The Library Fountain



O episódio começa com uma aparente evolução de Seth Oliver, tendo adquirido uma nova moradia e ao mesmo tempo correndo contra o relógio para organizar um cantinho da nova residência a fim de estar aparentável para sua mãe em uma chamada de vídeo. Ao menos algo melhorou, tendo em vista que foi rebaixado a assistente de Kate e ainda não superou a situação com a ex-namorada Allison.

Seth aceita estudar um caso mencionado por sua mãe, sobre uma escola tendo sua água poluída por uma empresa vizinha, e ao julgar pela situação tem a impressão que este é um caso óbvio e fácil de ser defendido, mas durante uma conversa com o advogado da empresa Kappler-Hays, é deparado com um acordo que no fim das contas não resultaria na punição dos responsáveis.

Jill vai defender sua cliente, Chloe, que está sendo culpada por tentativa de assassinato, mas não se lembra de muitos detalhes do ocorrido, o que torna o caso muito difícil de ser entendido, e mais difícil ainda de ser defendido. Em clima de suspense descobrimos aos poucos o que se passa com Chloe, mostrando o esforço e preocupação da advogada em relação a sua cliente.

Temos: um coléga de trabalho aparentemente mais jovem mostrando interesse em Kate na frente de Leonard Knox, que também já havia, sutilmente, demonstrado seu interesse nela. Um pouco do lado cômico do Juiz Nicholas interagindo com Tina. Melhoras no relacionamento profissional entre Kate e Seth. E uma citação incrível aos filmes do personagem Rocky Balboa, feita por Roger, o chefe.

Uma mistura de tensão e suspense são geradas no expectador na maior parte do episódio enquanto Jill e Seth se esforçam muito, dentro e fora do tribunal, para coletar evidências e defender seus casos da melhor forma possível. E Seth recebe uma ajudinha de Kate e uma parcela da compaixão de Allison que ele interpreta como incentivos.

Emocionante, é a palavra que descreve o desfecho do episódio, onde Kate oferece um encontro a Leonard, que intrigantemente rejeita a oferta; Roger parabeniza Seth pela vitória; Tina conta-nos uma história emocionante; Jill tem sua última conversa com Chloe, após a vitória no tribunal; Seth se desculpa com Allison e deixa claro o fim do relacionamento deles e vai para casa aceitar o conselho do chefe assistir Rocky 1.

Escrito por Lucas James Jernigan

La Casa de Papel| O assalto continuará em uma parte 3, oficialmente confirmada pela Netflix!



BOMBA! La Casa de Papel, o maior sucesso da Netflix quando se fala de língua não inglesa acaba de ganhar a confirmação de que terá Terceira Parte!

Um vídeo publicado na page oficial da Netflix trouxe a novidade! Sem maiores detalhes já estamos roendo as unhas para saber onde e quando me junto a este grupo lindo! Originalmente a série foi lançada como uma Minissérie, na qual  a Netflix adquiriu os direitos posteriormente para distribuição mundial, e agora se tornará a única responsável por trazer este Hino de Série de volta! Ao que tudo indica a Terceira Parte deve estrear apenas em 2019!


16 de abr de 2018

Série Nova| Ian Somehalder voltará ao mundo dos Vampiros!


Ian Somehalder, que por oito anos interpretou uma vampiro em The Vampire Diaries está pronto para voltar a este Universo, mas desta vez como humano.

13 de abr de 2018

Bad Boys| Série Spin-off do Filme tem Título e Sinopse Liberadas!


Bad Girls? Não mesmo!

Primeiro Olhar| Perdidos no Espaço - S01E01 - Impacto


E o novo Reboot do momento acabou de ser lançado pela Netflix, na sexta feira 13, afinal o azar dos Robinsons está apenas começando!

Caixa Musical| Conheça mais sobre George Ezra e seu vozeirão!


E o Caixa Musical desta Sexta-Feira vem indicar um cantor e compositor britânico: Gerge Ezra!

REVIEW- SUITS S07E13-"Inevitable""

"Não se engane, eu gostaria de poder ficar mas eu sei que não posso"





A sinopse desse episódio já nos alertava que o impossível seria requerido de Harvey. Frise-se, o impossível, não o difícil, ou o desconfortável, ou meramente embaraçoso. O IMPOSSÍVEL. E um pedido impossível obviamente leva a conclusões INEVITÁVEIS. E assim, no título e na sinopse, Suits já indicou os caminhos por onde esse episódio iria e deixou bem claro que nem sempre é a imprevisibilidade o que nos segura numa história. Às vezes o segredo é entregar, com uma boa dose de drama, as cenas que os espectadores anseiam por ver.
Após terem feito as pazes no episódio passado, Harvey e Paula usufruíam da paz no relacionamento com um normal café pela manhã. Espera, eu disse normal? Não, nada de normal. Tem algo extra nesse café. É baunilha. Ou melhor dizendo, é Donna, já que foi a ruiva a responsável por fazer Harvey gostar desse toque especial em seu café (Episódio 4x16 pra quem quiser conferir a referência). Essa é a forma sutil de Suits dizer que o relacionamento de Harvey e Paula tem a presença de Donna o tempo inteiro. Mas se você não pegou a sutileza, não se preocupe, Suits dá a mesma mensagem de forma escandalosa também.
Lily resolveu aparecer na cidade e disso resultou um jantar onde a mãe de Harvey conheceria a pessoa com quem seu filho estava saindo. Não importa o que comeram no jantar, a sobremesa com certeza foi torta de climão. Lily acreditou que Paula fosse o tal “alguém muito especial” que Harvey mencionou que o encorajou a encontrar com ela e reatar a relação e, como típica mãe que causa confusão (obrigada, Lily!), ela trouxe o assunto pra conversa e agradeceu a Paula pelo que ela (não) fez. Embora no episódio passado Harvey tenha dito o absurdo de que Paula foi a responsável pela reconciliação com Lily, e não Donna, a ficha de Paula caiu nesse momento e ela percebeu que não era a pessoa muito especial a que Harvey se referiu.
A situação desconfortável resgatou toda a insegurança de Paula e ela acabou dando um ultimato a Harvey: ou ela ou Donna. Harvey precisaria demitir Donna se quisesse que aquele relacionamento prosseguisse. Convenhamos que não foi uma jogada inteligente. Paula conheceu Harvey quando ele parou no seu consultório, tendo ataques de pânico porque Donna tinha deixado sua mesa. E agora Paula esperava que Harvey fosse simplesmente abrir mão dela assim? Eu diria #quiautoestimadap... , mas na verdade autoestima e segurança – e ética – é o que falta em Paula.
O desespero se abateu em Harvey e ele não via possibilidades de fazer o que Paula lhe pedia. Paralelo ao barulho na sua cabeça e seu coração, Harvey ainda ouvia outros exaltando o valor de Donna na empresa e como ele deveria lutar para mantê-la ali. Confuso, Harvey tenta uma medida estúpida de fazer com que Donna queira de afastar e combina com Stu para que ele faça uma oferta de emprego a Donna. Não fui convencida de que Harvey, por um segundo sequer, acreditou que Donna se interessaria pela oferta, depois de treze anos trabalhando naquela empresa que ela amava e depois de ter lutado tanto para ocupar o cargo em que estava. Foi uma medida desesperada, coisa de quem só quer dizer que tentou, mas desde o princípio ele sabia que aquilo estava fadado ao fracasso.
O espectador pode olhar pra situação e imaginar que Harvey deveria imediatamente ter escolhido Donna, deveria ter despachado Paula no segundo seguinte ao seu ultimato. Afinal, afora todos os sentimentos confusos entre ele e Donna, a COO foi uma amiga e funcionária leal por treze anos e Paula acabou de chegar. Porém é preciso olhar pelo ângulo de Harvey, e na ótica dele ele estava vivendo um momento particular em sua vida em que, depois de ter se reconciliado com sua mãe, ele realmente queria abrir espaço para ter um relacionamento real e sólido. Harvey de fato acreditava que Paula poderia ser a pessoa que daria isso a ele (Por que ele acreditaria que seria Donna? Se Donna tem uma regra? Se Donna diz que não sentiu nada quando o beijou?). E então quando vemos Harvey se atormentando para fazer um escolha e tomando medidas tolas como a proposta de emprego de Stu, ele não está lutando com a ideia de dispensar Donna – por que ele sabe que é incapaz de fazer isso. “Eu não posso ser eu sem você” – ele está brigando com a hipótese de ter que terminar com Paula e assim abortar seu plano de homem maduro com um relacionamento sério. Harvey estava lutando contra o inevitável.
Quando Donna o confronta sobre a oferta que ele fez Stu propor, é possível enxergar nitidamente pela postura e tom de voz de Harvey, o quanto ele estava apequenado, estático. A imponência e segurança de Harvey Specter simplesmente desapareceu. Ele nem era capaz de rebater os argumentos de Donna porque ele concordava com absolutamente tudo mas não sabia o que fazer. Talvez Donna soubesse.

CAIXA MUSICAL: Você já conhece George Ezra - o gato inglês com um vozeirão?

Donna decidiu ter uma conversa direta com a causadora desse terremoto: Paula. Donna pediu desculpas e implorou em lágrimas que Paula, como mulher e profissional, voltasse atrás e não a colocasse na posição de perder o emprego que ela amava. Porém, se você quer minha opinião, Paula não sabe o que significa ser profissional e como mulher ela também desaponta muito. Eu já não via nenhuma disposição no olhar de Paula para ceder ao pedido mas ainda assim ela quis saber de Donna se ela poderia jurar que aquilo que aconteceu não iria se repetir. Donna emudeceu. A mesma Donna que outro dia garantiu a Harvey que aquilo não aconteceria de novo e que não sentiu nada com o beijo.
Por um lado eu detesto a cena por colocar Donna se humilhando perante Paula, a pessoa para quem Donna um dia confessou que “Harvey não tinha ideia do que estava perdendo”, a pessoa que desde o início sabia dos sentimentos entre Harvey e Donna e mesmo assim decidiu se colocar no meio da história. Por outro lado, a cena é excelente para deixar clara a diferença entre Donna e Paula. Donna, humilde e altruísta se desculpando pela única vez em que decidiu colocar a sua própria vontade à frente da de outras pessoas. Paula, revestida de uma arrogância burra, exigindo que uma mulher perdesse o emprego porque ela a fazia se sentir ameaçada em seu relacionamento de três(?) meses, exigindo que o namorado tirasse de sua vida a pessoa que foi seu alicerce por treze anos.
Claro que é possível encontrar alguma identificação com Paula e dizer que qualquer um de nós sentiria alguma insegurança se um parceiro tivesse uma relação tão próxima com outra pessoa como Harvey tem com Donna. O ponto é que Paula sabia disso desde o início. E ela sabia que havia mais do que uma relação próxima, havia sentimentos não resolvidos, não esclarecidos e ainda assim se interpôs entre eles.  O ponto é que Paula se aproxima dos meros seres mortais e falhos – e põe falhos nisso – enquanto Donna a cada dia mostra que é um ser superior que esse mundo não merece.
Porque não queria ser a responsável pela destruição do relacionamento e suposta felicidade  de Harvey , Donna decide se retirar (entendeu como funcionam o altruísmo e o amor, Paula?). Um dia Suits ainda vai me matar com essas cartas lidas com voice over, acompanhadas de uma cena dramática e um fundo musical emocionante. A realidade atinge Harvey com a carta de demissão de Donna deixada em cima de sua mesa e ele imediatamente decide que precisa desfazer aquilo. A sua aflição é tão grande que, pela primeira vez em sete anos, vemos Harvey nem sequer esperar seu motorista mas pegar o primeiro táxi que apareceu em sua frente.
Mas não é para a casa de Donna que Harvey se dirige de imediato, ele sabia que antes precisava fazer sua decisão inevitável. Harvey foi até Paula e contou da demissão de Donna. Embora tenha escolhido ser passivo o suficiente para deixar isso acontecer agora ele escolhia agir para desfazer. A imponência de Harvey reaparece quando ele levanta, abotoa o terno e declara a sua escolha com convivção. A sua escolha é Donna e é o fim para Paula. Harvey agora vai até o apartamento de Donna e só espera ela abrir a porta pra rasgar a sua carta de demissão. Ele conta a ela que o relacionamento com Paula acabou e Donna pergunta se ele está bem. “Você vai voltar?” “Sim.” “Então eu estou bem” – já vimos que Harvey é capaz de lidar com qualquer problema em sua vida, mas não com a ausência de Donna. A ruiva faz o convite mas Harvey não entra em seu apartamento, não nessa noite. Ninguém disse nada sobre outras noites e aguardamos por elas nos próximos episódios.
Os plots de romance não ficaram somente entre Harvey e Donna. Mike/Rachel e Louis/Sheila também estavam vivendo seus percalços e aventuras. Eu não tenho ideia de pra onde essa relação entre Louis e Sheila irá, mas é inegável que o casal proporciona cenas engraçadíssimas e quebra a tensão de outros enredos. Nesse momento, Louis/Sheila resgatam a leveza que era muito mais presente em Suits em temporadas passadas e que faz tanta falta, mas acredito que essa relação também não está longe de desembocar no drama.
Houve um doce momento entre Rachel e Louis em que ela dá apoio ao amigo qualquer que seja a sua postura em relação a Sheila, contanto que ele esteja feliz. Louis declara que está feliz com a forma com que sua relação com Sheila está sendo conduzida, que está cheio de confiança e se sente um rei. Mas será? Ou Louis está na verdade se diminuindo até caber nos propósitos de Sheila? Até certo ponto ele pareceu muito satisfeito com essa relação delimitada a quatro paredes e um bocado de fantasias sexuais, mas a gente sabe quem ele é. Ele é Louis Litt, o personagem mais emocional dessa série e em algum momento a realidade tinha que cair sobre a sua cabeça. E isso aconteceu quando acidentalmente Louis conheceu o noivo de Sheila. É natural pensar que num encontro constrangedor como aquele, a figura humilhada seria a do traído, mas é Louis quem acaba ultrajado. É ele quem acaba sendo o alvo das piadas,  é ele quem no fim das contas não vive o dia-a-dia com Sheila e é ele quem não está presente na vida dela de verdade. E o que Louis vem querendo em todas essas temporadas não é ser parte da vida de alguém? Parece que é o fim da fase bad boy.
Mike e Rachel seguiram com os planos do casamento e neste episódio faziam aconselhamento pré-nupcial com o padre Walker. Mike acabou não preenchendo um formulário com perguntas sobre o que ele quer do futuro e Rachel ficou inconformada. O casal já é tão sólido e estabilizado que nem dá pra gente chamar aquilo que tiveram de conflito. Fica porém a mensagem do padre de que parceiros devem ser honestos um com o outro e a gente deseja que Harvey e Donna, Louis e Sheila também pudessem ouvir esse conselho. Mas além disso, vocês viram os diálogos aqui e ali cogitando as hipóteses de Mike e Rachel partindo? O momento está chegando.
Pra não dizer que só falamos de romances (Ei, não olhe pra mim, a culpa é de Korsh, mas eu não reclamo) houve um pouco de caso jurídico essa semana. O cliente, Teddy, foi um antigo amigo de Harvey que já havia aparecido na quinta temporada, na época em que Donna tinha deixado de ser secretária de Harvey – interessante, não? Nesse tempo Teddy vendeu a sua empresa, mas agora queria retomá-la para garantir a segurança de seus funcionários que perderiam o emprego em uma nova aquisição da firma. Foi um outro pedido impossível a Harvey em que a solução só apareceu quando se conseguiu perceber os benefícios da lealdade e parceria. Firmando um acordo de desconto com antigos fornecedores e um ajuste de sociedade com os funcionários foi possível levantar o valor suficiente para que o cliente readquirisse a sua empresa. O caso foi interessante para resgatar o bromance entre Harvey e Mike. As piadinhas e referências a super heróis estavam lá mais uma vez e é bom ver isso enquanto há tempo.

Notas:

1.     A Gretchen não cansa de ser maravilhosa. Todas aquelas referências para dizer que Louis estava tendo um caso com Sheila e depois a cena com Rachel foram hilárias.
2.    Harvey incomodadíssimo que Stu e Donna estavam compartilhando algumas palavras em código que ele não entendia e se negou a ser menino de recado nessa situação.
3.     Parte de mim vibra a saída de Paula, outra parte ainda lamenta que a série esteja sendo omissa para intitular a verdadeira natureza dessa relação, para pontuar o quão antiético foi (ainda que se diga que respeitaram um prazo, Harvey nunca teve alta da terapia) e esclarecer como Paula abusou de sua posição de ex-terapeuta e manipulou um paciente.
4.     Onde estão os prêmios de Sarah Rafferty? A mulher destruiu em todas as cenas em que apareceu.
5.  Você percebeu os personagens insistentemente reforçando o valor de Donna para a empresa e pontuando todos os talentos que ela tem? Bem, isso é uma resposta para aquela parcela do público que insiste em dizer que Donna não merecia a promoção, que ela não tem qualificação pra isso. O engraçado é que essa mesma parcela não se incomodou com Mike Ross se tornando advogado sem diploma. Entendam que os talentos de Donna e Mike são diferentes mas tem o mesmo grau de excepcionalidade e importância para a empresa.
6.    Há quem pense que Donna voltou pra empresa fácil demais. É preciso lembrar que ela nem queria sair em primeiro lugar. Ela só o fez para atender o pedido que Paula fazia a Harvey e ele mesmo não conseguiria demití-la. Donna acreditava que Harvey estava em um relacionamento maduro pela primeira vez e não queria ser culpada por destruir isso. Mas uma vez que Paula e seu ultimato estão fora do jogo, Donna não tem motivos para hesitar do pedido de Harvey para que ela voltasse. É a empresa que ela ama, é o cargo pelo qual ela batalhou e é a casa dela.
7.      Diga que você não me quer/Diga que você não precisa de mim/Diga-me que eu sou um tolo/ Diga-me você foi torturado/ Diga-me você sofreu pelo que eu fiz para você”. Essa é a tradução de “Unknown”, música tocada quando Harvey vai até o apartamento de Donna. Vale lembrar de algumas falas do episódio 7x11: “Não quer dizer que eu queira mais”/ “Pra constar, eu também não. Eu não senti nada quando eu te beijei Harvey. O que quer que eu pensei que estivesse lá, não estava”.


 Curta Suits BRASIL!

PRIMEIRO OLHAR: REBOOT DE PERDIDOS NO ESPAÇO DA NETFLIX.


Assista a promo do próximo episódio: Pulling the Goalie.








12 de abr de 2018

+Spoilers| The Flash, Originals, Riverdale, Scandal e Quantico



Spoilers fresquinhos de sua série favorita, direto do EW Magazine!

10 de abr de 2018

Review| Legends of Tomorrow - S03E18 - The God, The Band and The Cuddly


Acabei de notar algo, faltando um pouco mais de duas semanas para Vingadores Guerra Infinita, podemos comparas os Totens as Joias do Infinito. Vamos explicitar abaixo melhor as semelhanças entre estes dois universos tão diferentes.

9 de abr de 2018

+Spoilers| Once Upon a Time, Supergirl, The Flash, American Gods e Supernatural


Está na hora de alguns spoilers fresquinhos do TvLine direto para você!

8 de abr de 2018

Série Nova| Paola Bracho está de volta, inclusive com a sua risada maléfica!


Ao que parece Paola Bracho, a vilã que marcou vidas na década de 90 está de volta!!!