25 de abr de 2013

Review - Bates Motel - S01E06 - The Truth



“Você acha que sabe, mas não sabe toda a verdade, não”

[SPOILERS]



Já chega desses episódios bons de Bates Motel. Toda semana vem um para me confundir mais, assim eu canso hahahaha. Brinks. The Truth é outro episódio incrível da série, que só vem a somar no desenvolvimento da estória.

Confesso que eu não tinha prestado atenção no título antes de parar para escrever a review. Ao que, a olhos “rápidos”, pode passar por um nome genérico, revela logo de cara a intenção do episódio: a verdade. A verdade do Dylan, a verdade do Shelby, a verdade da Norma, a verdade do Norman.

Começando pelo Dylan: sua verdade é que ele realmente matou o assassino do amigo no episódio passado. O que, para o senso comum, faz dele também um assassino. O único da família que eu ainda tinha esperanças de ser alguém na vida, talvez seja tão problemático quanto o resto. E o que dizer da morte do Shelby? Ele iria atirar a queima roupa na cabeça do xerife, sem dó ou piedade, e só foi impedido pela própria arma ~que descarregou~. Afinal, Dylan, quem é você? Se faz de conselheiro do Norman, quer ser o “irmão mais velho”, mas por outro lado se envolve em assassinatos e plantação de maconha. Estamos de olho.

O Shelby ~RIP~ dava a impressão que iria aparecer no episódio apenas para fazer o que sempre faz: pegar a mãe do Norman. Inesperado o fato de ele ter encontrado a menina asiática logo no início da temporada. Esperava enrolações infinitas para esse plot, o que não aconteceu. O problema é que, agora, ficaremos na dúvida ~aparentemente~ sobre a menina: “por que ela foi trancada? O que ela tem de especial? Keith e Shelby eram parceiros?”. Até aparecer outro comparsa do xerife, a dúvida vai permanecer. Outro problema é: o que será feito com o cadáver do Shelby? Qual será a mentira que Norma contará para a polícia, dessa vez? A menina asiática termina o episódio sem dar as caras, espero reviravoltas.

Falando na senhora Bates, ela aproveita o ritmo do episódio e acaba revelando para Dylan o que aconteceu com o pai de Norman. Na verdade, o Bates-pai não sofreu um acidente: foi Norman que, em surto, atacou e matou o pai. Agora sim tivemos uma amostra da dimensão do problema do Norman, que vem ganhando espaço, aos poucos, a cada semana. Além disso, a Norma pareceu isenta de toda a culpa. Ou será que ela contou isso para o Dylan torcendo pelo efeito “calabocamenino”?

 EU ~particularmente~ não gostei do Norman ter papel nisso. Achei válido ter sido mostrado no começo da série, até para dar uma dinâmica na estória e o público não ficar com aquela impressão de que “nada acontece”. Não gosto por motivos de: em Psicose (sim, a série é um prelúdio e eu vou comparar por esperar que ela se atenha a alguns fatos da sua “obra mãe”), o primeiro assassinato do Norman não foi esse. Tudo bem, pode não ter sido “contabilizado” em Psicose porque “ninguém” sabia desse fato, mas eu não vejo um sentido diferente de “culpa” para ele se fantasiar da mãe e matar menininhas. Se ele já matava antes, não há motivos para se culpar pela morte da mãe, bem como não haveria motivos para matar mulheres (já que o pai é um homem), e logo Marion Crane teria sobrevivido e adeus Psicose, fim. Mas ta certo, estou gostando da série ~por enquanto~ e prefiro pensar que Bates Motel vai me dar outra explicação para chegar até o ponto do filme.

Voltando para o surto do Norman: ele começou a ser superprotegido pela mãe após o assassinato do pai? O garoto matou o pai porque viu a mãe sendo atacada e, por instinto, tentou defendê-la. Mas será que a relação entre mãe e filho “pré-morte” já era tão doentia quanto agora? Ou será que a morte do pai acentuou isso? Vi comentários sobre um possível surto do Norman ter matado a Bradley e tudo aquilo de “eusoupegador” ser fruto da imaginação dele. Será?

E vocês, o que acharam do episódio? Comentem e curtam no Facebook! ;)

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