22 de mai de 2013

Review - Bates Motel - S01E10 - Midnight


“Estou bem, já superei completamente”


[SPOILERS]



Segundo o tio Google, a palavra “saudade” pode ser definida como: “Lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo”. Segundo EU, saudade é que eu vou sentir na semana que vem, quando não tiver episódio de Bates Motel D=. Se eu tivesse que avaliar esse season finale, diria que foi “satisfatório”, por terminar plots de maneira preguiçosa e não dar respostas para outros. Porém, foi um episódio normal, daqueles bons que a gente já se acostumou a ver em Bates.

Para começo de conversa, vou falar do cara do número 9. Sim, aquele que chegou do nada e foi embora DO NADA. E sem ter contribuído com nada para trama. O personagem entrou na trama com o intuito de fazer o Romero “se revelar”, é isso? É SÓ isso? Considero um desperdício de ator, personagem, e tempo de gravação. Primeiro porque ele apareceu todo trabalhado no mistério: um provável parceiro do Shelby e do Summers; depois, ameaçou a Norman ~que nada tinha a ver com a conversa~: “eu sei do seu envolvimento com o Shelby, me dê dinheiro”; e ainda usou de técnicas obscuras para desenterrar um cadáver. So what? Ele denunciou a Norman por ter matado o Shelby? Ele encontrou a asiática ~que continua perdida, livre, leve e solta~? Ele ficou na cidade para dar continuidade aos negócios? Nada, nada, nada, nada.

Enquanto isso, o Romero mostrou quem ele realmente é e matou o cara. Sem dó nem piedade. Resta saber se ele é mesmo o big boss da cidade e qual a relação dele com os negócios do Shelby/Summers, além do envolvimento com aquela plantação de maconha. Talvez, pelo menos com o “S/S Asiáticas SA”, ele tenha algum “contato”, já que pegou um dinheiro escondido no carro ~que com certeza não era dele, e na outra cena apareceu próximo à casa da irmã do Summers~. O interessante da trajetória do Romero foi ver que ele não “defendia” a Norma pelos interesses dela, e sim pelos seus próprios.

Por falar na nossa Mother: tem como uma mulher ser mais dissimulada que essa? Vai ao psiquiatra, conta que não tem irmãos, fala que o pai é ótimo e a mãe um doce de pessoa, quando na verdade era abusada pelo irmão e tinha uma relação conturbada com os pais. Foi uma surpresa ver que o passado da Norma também contribuiu de certa forma para a loucura dela, e ela pareceu sincera ao revelar esses detalhes para o Norman. Será que ela vê o filho como um pai que nunca “teve”? Ou quem preenche esse papel são homens como o Shelby? Só Freud explica. O fato é que Norma parece ser mais humana a cada dia: ela não rejeita um filho por rejeitar, ela não superprotege o outro por superproteger, ela não é maluca por ser. Ela é um ser humano, e, como todo mundo, teve uma bagagem que a ajudou a fazer escolhas e tem sentimentos afetados por isso.

Passando para o núcleo “teen” ~e não menos importante~ da série, temos um baile, é claro. Quem já viu um season finale de série teen sem baile? É nele que tudo acontece: troca de casais, declarações, bebedeiras, brigas e humilhações. No caso de Bates, ficamos com a parte da humilhação e da briga. Para não me alongar muito nessa confusão, vamos ao resultado: Emma vai embora sozinha (até a Norma é #teamEmma =/) e Norman vai para a casa da professora. Chegando lá, a loucura do rapaz aflora mais uma vez e ele começa a pensar na mãe, repreendendo-o por bisbilhotar a professora ~tirando a roupa~. Esse detalhe impediu que o Norman se deixasse levar pelo desejo de ter a professora (no maior estilo Mrs. Robinson) e ficasse com o foco na sua mãe. Completamente bizarro o fato de ele sentir alguma coisa pela professora, e ao mesmo tempo não se concentrar nesse sentimento por causa da mãe. A dominação da Norma afeta tanto assim o filho?

A cada episódio, entramos mais na cabeça de Norman. Ao ver a cena, fiquei imaginando se tudo isso ~a imaginação com a Norma~ se passou quando ele matou em Psicose (que até mostra ele “dialogando” com a “mãe”). Toda aquela angústia por estar sendo contrariado por Norma deixa Norman fora de si e apto a cometer loucuras. Daí a professora aparece morta e a nossa primeira reação é apontar o dedo e dizer que foi o Norman. O que eu não queria que acontecesse por motivos de: o garoto está apresentado os primeiros sinais de surto há pouco tempo, ou seja, está cedo demais para uma vítima. Acredito que a próxima temporada leve metade dos episódios para provar que não foi ele. Talvez o Norman até se sinta culpado quando descobrir e, a partir daí, isso afete ainda mais os problemas mentais dele. Alguém tem alguma aposta?

Falando em aposta, as apostas de Dylan e Bradley para a morte da temporada foram por água abaixo. Eu já esperava o Dylan vivendo mais, mas ainda acho que o Norman é quem vai acabar com a vida do irmão. Ainda mais porque agora ele meio que está estabelecendo uma relação “mãe e filho” com a Norma. E dando em cima da Bradley ~que apareceu com outro carinha no baile~. Aliás, espero que o Norman caia na real e desista da Bradley de uma vez por todas. Outra temporada nesse mimimi não tem quem aguente!


Perguntas que ficaram sem respostas:

- Quem era o cara do número 9 e quais as intenções dele, afinal? (Além do tráfico, é claro)

- Quem é o Romero? É o chefão da cidade?

- Se não for o Romero, quem pode ser?

- A irmã do Summers vai virar personagem ou não passa de uma random?

- Cadê a asiática? Será que vão lembrar dela em algum momento?

- E aquela carta do pai da Bradley?

- Quem matou ~Lineu~ ~Odete Roitman~ a professora?

- Cadê o dorgadinho da Emma? A relação não passou de um lance? =/



Vejo vocês na segunda temporada, até 2014! ;)

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Um comentário:

  1. A asiática num levou um tiro do Shelby na mata?! Ela já morreu.

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