26 de mai de 2013

Review – Criminal Minds S08E23 e S08E24 – Brothers Hotchner e The Replicator

Por Débora Gutierrez Ratto Clemente



Esta foi de longe a review mais difícil que já escrevi. Optei por, ao invés de ser muito descritiva nos eventos, me ater às sutilezas, pois na verdade este foi, em muitos anos, o episódio duplo mais bem amarrado e mais cheio de sutilezas de que me lembro  ter acompanhado.


Dividido em duas partes ( a intenção inicial por parte dos produtores era de que cada parte passasse em uma semana, mas houve pressão da CBS para que o episódio final fosse duplo, causando assim, mais impacto), embora o primeiro tenha servido de elo de ligação para o segundo episódio, suas motivações foram  muito diferentes.

Em linhas gerais, Hotch vai à Nova York passar uns dias com seu filho Jack na casa de Beth ( em uma clara intenção de demonstrar que o relacionamento vai bem, obrigado e onde dizer à namorada “Eu te amo” foi mais íntimo do que mostrá-los na cama – verdade seja dita e sei que serei apedrejada, Thomas Gibson e Bellamy Young tem uma ótima química juntos – em especial ela, que é simpática e muito natural). Aqui uma curiosidade típica de quem tem filhos: é ele quem pede para ela falar mais baixo, pois o menino acabara de dormir, mulheres sem filhos não tem, ainda, esta preocupação.

Em dado momento, Hotch recebe uma ligação de Sean, seu irmão, pedindo ajuda em um caso onde uma moça teria morrido supostamente de overdose em seus braços na boate onde agora trabalha. Hotch diz a ele que está em Nova York e que irá encontrá-lo para ajudá-lo.

O caso é interessante, pois servirá de gancho para tudo o que virá a seguir, pessoas morrendo com overdoses de uma droga que é uma espécie de ecstasy misturada a um tipo letal de metanfetamina (PMMA), que leva a pessoa que faz uso dela a literalmente ferver por dentro. O primeiro caso havia sido a da namorada de Sean, e em seguida, uma moça na boate onde ele atende como barman. 

De certa forma, o primor das cenas entre os dois irmãos é exatamente o que não se diz. Eles são lacônicos em informações, Hotch parece não perdoá-lo por ficar ausente tanto tempo em sua vida ( “Sean: Jack, não o vejo desde que ele tinha....”  “Hotch:3” ;  “Sean: certo, e ele agora está com...”  “Hotch: 7”, sem cuidados, sem delicadezas, sem meias palavras). Fica muito claro que ele assume ser o irmão mais velho, responsável, aquele que está lá para ajudar, mas que seu irmão mais novo não espere que ele lhe passe a mão na cabeça. Mais típico de Aaron Hotchner impossível. 

Enquanto isso, Hotch pede ajuda à sua equipe, que se desloca até Nova York, incluindo Erin Strauss, sob o pretexto de que quando o grupo enfrenta casos pessoais tende a trapacear para cobrir uns aos outros. Não é difícil imaginar pelo olhar de Rossi para ela ao levantarem da mesa de trabalho, que a viagem dela para acompanhá-los teria outros objetivos também ( e Garcia não se faz de rogada ao perceber que há uma relação entre eles).

Logo em seguida, temos diversas mortes acontecendo através do mesmo recurso (overdose) em uma boate, mas não necessariamente por usuários de drogas. Fica claro que o assassino quer um espetáculo, já que são mortes impactantes ( as vítimas sangram por todos seus orifícios).

Uma coisa interessante no personagem de Aaron Hotchner é que ele parece sempre estar carregando o peso do mundo nas costas. A culpa não é dele, mas ele precisa pedir desculpas ao filho, à namorada, e até à Strauss quando ela está morrendo. E, pelo mesmo motivo é tão rigoroso em aceitar desculpas. Ele pergunta ao irmão se ele está envolvido em algo ilícito e Sean nega. Até então, ali ele é o  irmão protetor, disposto a ajudar no que for preciso. Mesmo assim, ele mantem certa distância e pede a Rossi que interrogue seu irmão. E quando descobre que ele havia mentido e que sim, consumia ecstasy, fica furioso, tanto pelo fato dele estar omitindo informações importantes ao caso, como pelo fato de ter quebrado a confiança que havia se estabelecido entre eles, mesmo  que com reservas. Não é necessário Sean admitir que é um fracasso ou Hotch dizer que é isso o que pensa dele, está tudo lá, nos olhares, nas expressões, nas palavras não ditas. Ele próprio admite à David que quando Sean não foi ao funeral de Haley, seu irmão havia deixado de ser uma prioridade. 

Com um novo caso, agora acontecendo em uma família, Rossi e Reid comprovam que a droga está sendo injetada nas garrafas de vinho. Sean sente-se mal por ter mentido para o irmão e dispõe-se a ajudá-lo, em uma tentativa de se redimir, usando uma escuta, para tentar descobrir quem está adulterando a bebida no bar onde trabalha. A princípio Hotch não concorda, mas, sem muitas opções, acaba dando ao irmão as orientações necessárias. Sean se sai bem, conseguindo convencer os donos do bar de que ele havia sido interrogado pela polícia, mas que havia dito apenas o que realmente havia acontecido e não tinha interesse em perder seu emprego. E quando ele solta a estória sobre a investigação do vinho, Thane morde a isca e o chama para ajudá-lo onde as bebidas estão estocadas. Lá, depois de não encontrar as garrafas adulteradas, ele e Sean entram em confronto e Hotch e Morgan invadem o local e prendem Thane e a moça, cúmplice no negócio das drogas. Sean vai embora e deixa apenas para Hotch uma mensagem em seu telefone: I’m Sorry ( me desculpe). Hotch sabe que ele havia roubado uma garrafa de vinho e com certeza, não foi como profiler, e sim como irmão que ele descobre isso. Como eles encontram morto o outro sócio no bar e ainda precisam descobrir seu assassino, Sean continua sendo investigado, mas com seus dedos mágicos, Garcia descobre ser este o pai de uma menina morta por uso de drogas, um crime inimaginável para uma vingança para sua filha.

Ao final do episódio, vemos Sean ir ao apartamento de Beth, onde em uma espécie de nova chance, se apresenta à ela e ao sobrinho, que praticamente não se lembra dele. Então Hotch pergunta por que ele havia roubado o vinho e ele diz que precisava de cem dólares para pagar o aluguel. Outra cena com economia de texto, onde palavras são desnecessárias. Sean promete tomar jeito na vida (e todos sabemos que isto não vai acontecer) e se entregar à polícia e seu irmão diz já ter providenciado advogados através de umas ligações, em uma clara alusão de que não irá abandonar o irmão, mas também não irá protegê-lo das coisas erradas que fez. A despedida deles no carro de polícia é, sem dúvida, uma das cenas mais tristes do episódio. Hotch, que por natureza já não é de confiar em ninguém, confessa à Rossi que havia tido uma adolescência conturbada, mas que em algum momento havia decidido tomar jeito na vida. Ele só não entende porque com seu irmão as coisas haviam sido diferentes. Fica a sensação de que ele acha que não fez o suficiente ou que, ainda pior, seus pais não fizeram o suficiente. A química entre os dois atores foi perfeita ( o Thomas nós já tivemos a oportunidade de ver que é um grande ator, mas o Eric Johnson sinceramente me surpreendeu), e francamente os pequenos gestos, a contrariedade e os olhares foram mais eficientes do que o próprio texto ( que já foi bom o bastante). Eu gostaria de que tivessem explorado melhor o porquê de tanta mágoa entre eles, mas já havia assunto demais para se explorar, visto que o episódio serviu de trampolim para a Season Finale. Algumas considerações pessoais eu farei ao final do texto.

E, então, entramos na segunda metade da Season Finale, The Replicator, feito de forma a ser alavancado pelo episódio anterior. Toda a estória talvez tivesse sido diferente se a Blake não tivesse oferecido uma carona para a Erin ( o Rossi teria ido dormir com ela?). Bom, isto sou eu em negação, porque me doeu muito a morte da Erin. Claro que toda morte de personagem de série dói, porque, para o bem ou para o mal, nos apaixonamos por suas virtudes e seus defeitos. Nos apaixonamos por amá-los e por odiá-los. E com ela não foi diferente. Erin começou a série sendo uma mulher ambiciosa, desprezível e sem escrúpulos. Tentou afastar Hotch e Gideon com medo da sombra que o desempenho deles fazia sobre ela. Chegou a contratar Emily Prentiss para depois cobrar o favor e contar com a moça para desmoralizar e encerrar a carreira da Aaron Hotchner. Depois, descobriu-se  que bebia. Morgan e Hotch foram responsáveis para que ela se afastasse discretamente para se tratar. Por conta de um programa de reabilitação dos Alcoólicos Anônimos, quando retornou ao trabalho, tornou-se uma pessoa diferente, melhor. Comportamento muito compatível com pessoas que frequentam estes grupos. No último ano, havia se envolvido romanticamente com David Rossi. Havia se comprometido mais com a equipe, havia lutado pelo time e estava empenhada em redimir-se de um erro passado, cometido contra Alex Blake, cerca de 10 anos atrás. E então ela morre. Não uma morte corajosa, honrada ou virtuosa. Uma morte indigna, humilhante, cheirando a bebida, digna de pena e, fina ironia do destino, nos braços do homem a quem ela tempos atrás tentou destruir por ambição. Uma morte tão triste quanto seu algoz tentou fazer parecê-la. 

Mais uma vez, entre darem-se conta de que o Replicador estava atrás deles em Nova York e a morte de Erin Strauss, tivemos texto de menos e interpretações demais. Novamente, Joe Mantegna, Thomas Gibson e Jayne Atkinson deram um banho de interpretações, todas contidas, econômicos em movimentos e generosos em pequenas expressões. Tudo foi amarrado: a medalha por um ano de abstinência, Rossi transtornado ao vê-la morrer de longe sem nada poder fazer, Aaron revivendo a sensação de receber uma ligação tarde demais para poder fazer diferença (o unsub ainda menciona o Foyet), Erin tentando consertar seu passado, jurando amar a todos os filhos da mesma forma, em desespero por não saber o que o seu algoz poderia fazer para prejudicá-los e o medo de morrer sozinha. Tudo intercalado entre cenas de ação dos agentes e cenas emocionais e tremendamente sensíveis. De tirar o fôlego, ou no meu caso particular, de sentir as lágrimas escorrerem por David Rossi não ter chegado a tempo. 

Enquanto os agentes tentam traçar um perfil, levantando as ações do unsub, vemos um David Rossi desolado, olhando para o nada em direção ao lençol branco que cobria o corpo de Erin Strauss no banco onde ela morreu. E por todo o tempo, ele gira a medalha do AA, gesto comum entre pessoas que perdem entes queridos. Nos apegamos a uma peça de roupa ou algo que a pessoa estava segurando ou fosse pessoal, como se aquilo nos fosse trazê-la de volta. Claro que a medalha será importante mais para frente no episódio, mas é muito simbólico e de certa forma comum este tipo de comportamento. Ele resolve levar o corpo dela de volta para ser enterrado em Bethesda, onde vivem os filhos. Apesar de estar comandando toda a operação, o tempo todo Hotch está por perto de Rossi, como seria de se esperar de um bom amigo. E a maior preocupação de David neste momento é que os filhos não tenham a ideia errada de que sua mãe teria morrido porque voltou a beber. Ele quer ter a certeza de que isto não vai acontecer e o desgraçado que a matou não terá atingido mais este objetivo.

Me perguntei porque o unsub não teria usado luvas naquele momento em que escrevia a carta para Rossi, mas me dei conta que o que ele queria era imediato, ele não achava de verdade que o Rossi pudesse mandar analisar a carta. E que, talvez tivesse chegado a hora de receber todas as devidas honras por suas realizações, por isso usar as mãos limpas.

A equipe volta então ao perfil e David na autópsia descobre que o unsub deixou uma cicatriz no pulso de Strauss, algo como um número oito deitado ( que também poderia ser visto como o símbolo de eternidade) e que não teria sido feita com o plástico das garrafas do mini bar e sim com vidro.

Quando vi o unsub escrevendo a carta ao David ( aliás a cena do carimbo, embora um clichê, foi muito bem utilizada) eu já soube que ele estaria incriminando o Morgan pela morte da Strauss, por causa das digitais ( tá bom, verdade seja dita, e tenho algumas companheiras para confirmar isto, eu já esperava por isto desde bem antes do episódio, mas isto é outra estória).

É então que começa a se configurar a estória de redenção de Erin Strauss. Quando ela disse à Blake que queria mais do que consertar o que havia feito, ela não estava brincando. Os AA tem alguns passos e um deles é meio que se desculpar com a (as) pessoas que ela magoou. Quando o Diretor pediu que eles se afastassem do caso, ela plantou uma armadilha – inserindo falsamente nos relatórios um número oito no corpo das vítimas, que só quem lesse aos relatórios teria acesso. Logo, se alguém replicasse aquilo, ela teria chance de reduzir e muito seu número de suspeitos. E são Reid e Hotch quem primeiro suspeitam disto. Investigando o notebook da Strauss, Kevin chega a dois nomes, um deles, o do Senador Cramer.

Aaron procura pelo Senador logo cedo no dia seguinte e ao discutir com ele sobre há quanto tempo o seu Departamento estava sendo investigado pelo Departamento de Justiça ( desde o episódio com a Prentiss, por sinal) e o surpreende com a notícia da morte de Erin. O Senador concorda em ajudar, fornecendo os nomes daqueles que tem acesso aos relatórios que ela enviava.

Enquanto discutem os casos que foram replicados pelo Unsub, Garcia descobre um que esteve fora do radar deles. Neste meio tempo, Rossi volta para seu escritório ( destaque para a forma sutil como Reid contém JJ, cujo impulso seria ir confortá-lo). Ao sentar-se em sua mesa, Rossi encontra o envelope deixado pelo unsub, o abre, lê seu conteúdo, a análise do vidro que fez a marca em Erin. Ao mesmo tempo, Aaron chega com a informação fornecida pelo Senador, e cerca de doze funcionários teriam acesso aos relatórios. Enquanto pede que os nomes sejam confrontados com os que Reid conseguiu, eles deduzem que precisam investigar também os assessores, cerca de trinta e seis pessoas e de forma discreta, para não alarmar o unsub. Blake comenta com Hotch quais as chances dos casos do Replicador terem começado quando ela se juntou à equipe. Morgan e Hotch percebem a chegada de David à sua sala e vão encontrá-lo, no entanto, uma ligação do Diretor faz com que Hotch siga para atendê-lo direto em seu escritório. Sendo assim, Morgan bate à porta de David Rossi e entra sozinho. David levanta-se a aponta sua arma para Morgan, que não entende o que está acontecendo. Rossi diz que o DNA no vidro que marcou Strauss é de Morgan, mas já percebemos seu nariz começar a sangrar levemente. Hotch, ao terminar a ligação e seguir para a sala de Rossi, percebe o que está acontecendo e com calma, tira a arma da mão de seu amigo, dizendo-lhe que ele também havia sido drogado. É comovente a cena em que Rossi olha para o sofá em sua sala e vê Erin sorrindo e compreensiva e lhe diz que chegou tarde demais e lhe pede desculpas. Comovente também é ver apenas a mão de Hotch apertando em solidariedade a mão de Rossi, já deitado na maca e sendo medicado. 

Eles continuam a levantar informações e descobrem que o unsub esteve na sala de David, mas sabia exatamente como evitar as câmeras. Eles chegam à conclusão de que é um agente federal com habilidades de hacker e também habilidades com agentes químicos. Do que eles nem desconfiam é que ele continua vigiando-os através das câmeras de segurança. Blake então lembra-se de que todos os agentes de certa forma foram insultados, menos ela e Hotch sugere se não haveria uma conexão entre ela e Strauss. Blake lembra-se do caso do Amerithrax, aquele em que foi prejudicada pela Strauss e quase acabou com sua carreira. Não demora muito e eles descobrem que o sujeito por trás de todas as armadilhas contra a equipe é um colega que havia estudado com Blake e igualmente sido prejudicado como ela.

A equipe descobre o seu endereço e eles saem em dois helicópteros. O helicóptero conduzido por Hotch é sabotado pelo unsub e faz uma aterrisagem forçada. Quando todos voltam a si, percebem que Blake foi levada de lá ( o unsub usa uma espécie de gás para adormecer os demais no helicóptero). Ou seja, todos são conduzidos exatamente para onde o unsub os queria. Neste ponto, o sistema de Garcia volta a funcionar e Rossi pergunta a ela onde todos eles estão. Por motivos óbvios ( é evidente que a vingança maior teria que ser dele), ela lhe diz o local exato.  Na casa, o agente federal que havia se sentido prejudicado pela Strauss, no mesmo caso que Blake, a prende em uma cadeira cheia de correntes e cadeados. Ele questiona porque ela seguiu em frente e ela diz que trabalhou duro para isso. Eles invadem a casa e JJ, Hotch e Reid encontram Blake presa e tentam soltá-la. JJ e Morgan vão atrás do unsub, mas descobrem que uma bomba de C-4 explodirá em três minutos. Eles voltam para avisar os demais e Reid descobre que os códigos para soltar os oito cadeados, que são as letras de Zugzwang e acha fácil demais. Mas, assim que ela se solta, ela se levanta da cadeira e dispara um sensor de pressão que fecha a porta do local onde eles ficam confinados.
Do lado de fora, o unsub, usando seu colete de FBI a tudo assiste e não deixa de demonstrar certo regozijo ao perceber que Rossi está chegando em um helicóptero. Garcia consegue interromper o sinal da bomba por poucos minutos e isso o obriga a ir tentar ver o que está acontecendo. É quando ele é surpreendido por David Rossi. O mecanismo de pressão é acionado e eles são liberados, menos Rossi, que aparenta ficar preso com o unsub no local onde estava a cadeira. Mas, por uma suprema ironia, a porta não estava lacrada, Rossi a isola usando a medalha de um ano de abstinência de Erin Strauss, a mesma que ele segurou durante todo o episódio.

A cena no cemitério, de forma acertada, é rápida e sem muitos detalhes, afinal, já tivemos funerais demais em oito anos.

A cena final, no entanto é um primor. Talvez tenhamos um pouco de dificuldade em entendê-la, porque afinal temos hábitos bem diferentes dos americanos neste sentido. Não costumamos nos reunir com comida e bebida em velórios. No entanto, ela foi feita com tanta sutileza, em um bonito discurso do Rossi, falando das voltas que o mundo nos proporciona, ora estamos comemorando, ora estamos lamentando nossas perdas. Porque a vida não é nada além disto. Gostei, além da belíssima fotografia, da intercalação de imagens dos personagens, ora rindo de algo engraçado que foi dito, ora sóbrios e tristes, sobretudo Reid, Hotch e Morgan. Porque suas feições refletem em imagem o que o Rossi disse em palavras. 

Algumas observações:

- Na minha modesta opinião ( podem atirar as pedras!) uma das melhores Season Finales de Criminal Minds, brigando cabeça a cabeça com Lo-Fi e The Fisher King. Criminal Minds não é uma série de ação. Então, justamente por isto, eu espero uma ação moderada, pois o jogo psicológico sempre é mais importante para o enredo do episódio. No entanto, aqui tivemos o prazer de ter de tudo um pouco: muito do jogo de gato e rato, que já vinha se estendendo desde o início da temporada, muito drama, ação com direito a explosões, helicópteros caindo, entre outras coisas, ou seja, tudo o que como fã eu esperava de uma Season Finale.

- Outra coisa que eu gostaria de destacar foram as pontas soltas, todas devidamente amarradas a seu devido tempo. Desde o descontentamento de Hotch com a criação que ele e seu irmão tiveram ( eles não entram no mérito da questão, mas fica claro que ele culpa quem o criou por ter tido que se emendar sozinho e, por seu irmão não ter conseguido a mesma coisa ), até mencionarem por exemplo, Sean estar ausente no enterro da Haley. Outra ponta que poderia ter ficado solta e não ficou, foi a menção do caso com a Prentiss ter merecido uma observação de perto pelo Departamento de Justiça. Nada mais justo, depois de toda aquela lambança. 

- Achei incrível o tema da redenção. Alguém que cometeu erros e morreu tentando consertá-los ( eu sou uma pisciana romântica, ainda acredito na humanidade). Da mesma forma, adorei o quão mundano foi o motivo do Replicador, que passou pelas mesmas mazelas que a Blake e não soube lidar com o problema e dar a volta por cima. É sempre mais fácil culpar o vizinho pelos seus erros.
- Achei que foram dois episódios particularmente de atores e interpretações. Com a ajuda de um texto bem amarrado, os destaques ficaram por conta de Joe Mantegna, Thomas Gibson, Eric Johnson e, em seu canto do cisne, Jayne Atkinson, que deixará para nós a lembrança de oito excelentes temporadas, além de um último episódio primoroso.

- Não posso dizer que não ri sozinha quando a moça do bar chama o Hotch e quem aparece é o Sean. Estes personagens estão tão arraigados em nossos imaginários, que acabei rindo muito. Outra amiga minha também meu lembrou que demorou oito temporadas, mas finalmente vimos o hotch sem camisa ( tudo bem, não era o Hotch certo, mas tive que rir do comentário dela).

Quanto à fotografia foi espetacular. Teve o tom certo, escuro e sóbrio na primeira parte e caótico ( como Nova York deve ser) na segunda parte. Sou paulista, por várias imagens, achei que eles poderiam ter filmado aquilo tudo na Avenida Paulista, que não faria muita diferença ( não estou privilegiando nem desmerecendo, apenas comparando). E a imagem do Hotch refletido no vidro da mesa, enquanto conversa com Rossi também foi genial. Além, claro, de todas as mesclas de imagens de personagens que estavam delirando pelas drogas.

- A única coisa que me incomodou, foi que, quando o Replicador senta-se na mesa do Rossi e vê diversas fotos, uma delas me pareceu ser do Joe Mantegna com a atriz que fez a Maeve, se não me engano, a segunda foto. Achei estranho eles comerem bola assim, mas se não for ela, é alguém MUITO parecida com a moça. 

De qualquer forma, fico feliz por ter havido um encerramento perfeito para uma das melhores temporadas da série. Como tudo na vida, de forma geral é claro, espera-se que haja uma evolução. De preferência, positiva. Criminal Minds reflete esta evolução. Foi uma série que passou por várias dificuldades de substituição de elenco, de roteiristas, de produção, e, ainda assim, soube extrair o melhor na adversidade. Soube usar os seus limões para fazer limonada e, por isto, depois de oito temporadas, se mantém na casa dos 10 milhões em termos de audiência.

Que este seja um sinal de que venha uma excelente nona temporada, tão boa e diversificada como todas as que nos trouxeram até aqui!

Até Setembro!

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