9 de ago de 2013

Review - Dexter - S08E06 - A Little Reflection

Contém spoilers!


                A oitava temporada de Dexter chega em sua metade por um caminho diferente do esperado. O Brain Surgeon, que parecia pensado para ser uma parte importante na season, já não é um obstáculo desde o último episódio desde o último episódio, quando ele foi morto por Dexter. Apesar disso, dra. Vogel, que tratou Yates e temia por sua vida com ele à solta, continua em Miami, agora acompanhando Zach Hamilton. O garoto é, assim como Dexter, um psicopata. Vogel propõe que ele aprenda o código de Harry, “oferta” que, inicialmente, Dexter recusa e depois colocando-o em sua mesa... para depois libertá-lo e aceitar ser seu tutor.
                O que antes era um recurso válido para a série – permitir um momento de fraqueza para Morgan, que deixa de matar alguém na tentativa de criar laços e compreendê-los -   já virou um clichê e, como tal, deveria ser um recurso evitado pelos roteiristas. Entendo que manter uma série de oito temporadas com alta qualidade não seja tarefa fácil... o que não significa que, para que o sucesso seja garantido, roteiros que deram certo no passado precisem ser repetidos. Não que Zach não possa ser uma alternativa excelente para o desenvolvimento da season, talvez ainda melhor que o Brain Surgeon... ele só não mostrou a que veio ainda.
                Nesse episódio, até o que mais vinha funcionando na temporada foi um tanto quanto desprezado: o psicológico de Dexter e Debra. Dra. Vogel pouco aparece, frustrando os espectadores que passaram a gostar de sua figura (eu inclusa!). É bom ver os irmãos tentando se acertar, e foi mesmo um amor a cena do jantar. Particularmente acho fantástico o entrosamento entre Jennifer Carpenter e Michael C. Hall, mesmo depois do divórcio (para quem não sabe, eles foram casados fora da série): confesso que não sei como foi o divórcio deles ou como eles se relacionam fora dos estúdios, mas ainda assim acho o trabalho dos dois admirável.
                A Little Reflection, ainda que seja um episódio abaixo do esperado, não apresenta só pontos negativos: a cena final traz o tão aguardado retorno de Hanna McKay. Mesmo sem sentir simpatia pela personagem e achando que ela deveria ter sido morta na sétima temporada, acredito que ela possa acrescentar muito à série. Aliás, já acrescentou, envenenando Debra e Dexter. Estou curiosíssima para ver o que eles farão a respeito. Hahaha.
A interação entre Quinn e Dexter nesse episódio parece apontar para um novo Doakes, mas com desvios de moral: faz algum tempo que Quinn sabe que há algo errado com Morgan, embora ele não soubesse dizer o quê ou mesmo pudesse apontar, já que Dexter o livrou de situações complicadas. Essa é a chance para Joey se sobressair e tomar o lugar de destaque e antagonista que já deveria ter ocupado há tempos.

                No mais, o episódio parece ser a transição para a fase final da série. Plots desnecessários foram encerrados, aparentemente, de vez, como o da escolha do novo sargento e o da filha de Masuka (desse plot eu até gostava... embora ele não acrescente em muita coisa).  Alguns ganchos para os seis episódios finais do seriado foram deixados, como Hanna, Zach, dra. Vogel e Quinn: espero, sinceramente, que eles sejam bem aproveitados a partir de agora.

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