31 de out de 2014

Review|The Blacklist S02E06 – The Mombasa Cartel


Não posso começar, sem antes comentar o quão filantropo o Red é, ele é, literalmente, aquele tipo de malvado favorito, cuida do meio ambiente, se preocupa com os animais em extinção  e até mesmo olha por aqueles que não tem ninguém... claro, ele é assustador as vezes, mas é impossível não gostar dele.

De início, não liguei o massacre e o menininho ao caso, nem ao Red, cheguei mesmo a pensar se o menininho era o cara que foi morto e etiquetado anos mais tarde. Nem mesmo quando o Red apresentou o caso a Lizzy, falando sobre aqueles malditos traficantes de animais e sobre o Cartel Mombasa, e ela perguntou se era importante pra ele, eu desconfiei de alguma coisa, o que foi bem legal, porque é sempre bom quando algo no episódio te surpreende.

Achei super tensa a forma como as ‘vitimas’ - que não eram tão vítimas assim – foram escalpeladas, mas vendo pelo lado cientifico da coisa, que perfeição, tanto no escalpelamento quanto no empalhamento, mas falamos disso depois. Alguém mais notou que a Samar estava bem demais para alguém que levou um tiro no episódio anterior? Enfim, estou amando o destaque que a serie vem dando ao Aram, ele é tão fofo e ficava tão apagadinho, achei o máximo as simulações que ele fez usando as correntes marítimas para chegar ao ponto de desova dos corpos.

Falando em destaque, que dó do Ressler, ele não pode se viciar em remédios, ok, ele já está viciado, eu quero dizer, que ele precisa lutar contra isso, falar sobre o que o preocupa, se abrir com alguém, ele não pode piorar, e isso já começou a afetar o trabalho dele, o tornando impaciente e descuidado, quase não acreditei quando ele quebrou o próprio dedo para conseguir mais remédios. Assim como não acreditei quando ele foi capturado, gente, ele baixou a guarda de mais. E já que estamos falando de capturar, senti uma mistura de medo, admiração e pena pelo Mathew, deixa eu explicar, é como eu disse acima, o ‘garoto’ é um ótimo taxidermista, e cientificamente, isso é muito legal, porque não é tão simples assim empalhar um animal, quem dirá uma pessoa né, e ele fazia isso com perfeição, medo porque ele era assustador, talvez pelo tamanho dele, sei lá, e dó, porque ele realmente era uma criança grande, acho que ele nem sabia que estava fazendo mal às pessoas, acho que ele imaginava que estava apenas brincando de caçar, o que não tornou as coisas menos assustadoras, ainda mais quando o Ressler foi etiquetado e solto pra ser caçado. Sei que é cruel, mas na hora que o outro carinha soltou o Ressler e o Chinês lá, eu não pude deixar de pensar “Que comecem os jogos”.
Quase tive um treco quando o Ressler encontrou aqueles carinhas empalhados, e quase tive um treco duplo quando o Mathew percebeu que um dos seus ‘amigos’ empalhados estava se mexendo. Eu não sabia se gritava pro Ressler não machucar ele ou se gritava pra ele deixar o Ressler em paz, ainda bem que no final deu tudo certo. Ou não né, já que aquela maluca, que era mãe do Mathew matou o menino e se matou junto com ele, eletrocutada naquela banheira. Foi muito triste a cena da Lizzy entregando o remédio pro Ressler e ele chorando daquela forma.

Bem, mas vamos a algo que foi mais previsível, o carinha com quem o Red marcou pra Lizzy se encontrar, que supostamente daria informações sobre o Cartel Mombasa, tava na cara que ele não era flor que se cheirasse. Claro, eu não imaginava que ele estava por trás do próprio Cartel, mas eu tinha certeza que algum envolvimento ele tinha. A conversa dele com o Red no final foi incrível, ele falando sobre fornecimento controlável de animais em extinção, sobre monopolizar o ramo para tratar os bichinhos com mais respeito, ok, o argumento dele tinha fundamento, o que não o tornou menos canalha, praticar aquilo pelo qual ele luta para acabar só faz dele uma pessoa mais desprezível. E o que tornou a conversa ainda melhor, o Red falando que anos atrás, quando um homem decidiu entregar membros do Cartel Mombasa, ele e toda sua família foram mortos, menos o menininho caçula, que foi vendido aos traficantes locais, que o mesmo menininho havia sobrevivido mais que o esperado, mas que havia sido deixado amarrado, marcado e judiado em um lugar qualquer para morrer, mas que ele – Red – havia pego o garoto, cuidado dele, e que hoje ele era formado, falava quatro línguas e que o nome dele é Dembe. Eu já adorava o Dembe, com toda essa história, eu só tenha que admira-lo, porque depois de tudo, ele ainda pediu pra Red não matar o responsável pela
chacina da sua família, o que claro, o Red não fez, mas Dembe, você é o máximo.

E para finalizarmos, vamos ao parágrafo dedicado a Lizzy, que vem se superando cada dia mais, acho que o convívio com o Red não fez bem pra ela, o que só me faz pensar, cada dia mais, que ele tem de ser o pai dela. Enfim, eu adorei quando o cara perguntou “Você conta ao Reddington, ou conto eu” e ela contornar a situação e ainda entrega-lo ao FBI como cumplice do Red. Achei uma graça o Red repreendendo ela e ela o encarando com aquele arzinho de filha mimada... e tudo para que, sim caros leitores, para esconder do Red que, atrás daquela porta, ela esconde ninguém mais, ninguém menos do que o Tom. Sim, a maioria de nós já desconfiava disso, mas não interessa, o que importa é que tivemos a confirmação, e isso foi muito legal. Devo confessar que quando vi o Tom, preso naquele legar, todo desgrenhado, lembrei na hora do Ward, da S.H.I.E.L.D., e pensei, só me falta agora ele fugir, mas não, por hora, a Lizzy tem total controle sobre ele, por quanto tempo, só os próximos episódios nos dirão.

O que me lembra que a promo do próximo episódio foi simplesmente de tirar o folego, extremamente curiosa para saber qual é a bomba que o Red irá soltar, será que ele vai dizer que é pai da Lizzy?? Bem, esperar pra ver né... Por hoje é isso pessoal, espero que tenham gostado e ate a próxima *-*

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