17 de dez de 2014

REVIEW | BROOKLYN NINE NINE - S02E11 - Stakeout


Em seu último episódio do ano, Brooklyn Nine-Nine não veio com um especial de Natal, com enfeites e os plots típicos dessa época. No entanto, trouxe uma temática que, de certa forma, tem tudo a ver com esse espírito natalino: a amizade. Todos sabem que Peralta e Boyle são amigos inseparáveis e formam uma dupla de muito sucesso. E eles se juntaram mais uma vez para passar oito longos dias (que acabaram sendo interrompidos antes por um acesso de raiva) de tocaia em um apartamento para lá de estranho.

Tudo começou muito bem, a harmonia reinando e cada um sendo esquisito a seu modo. Só que essas pequenas e grandes demonstrações de personalidade foram irritando um ao outro - também pudera, confinados e entediados daquela forma. Uma parede inteira quase não foi suficiente para abrigar a lista de "não" dos dois. Jake e Charles provaram que a amizade deles é superior a qualquer desentendimento. E se provaram muito humanos também. Foi uma bela lição de como amigos devem ser. Ou melhor, irmãos. Podem brigar o quanto for, mas sempre estarão ali para dar cobertura ou tirar o outro de apuros.

Já Terry estava empenhado a escrever um livro infantil para suas queridas gêmeas. Para construir a história, ele usou elementos de sua realidade - o que não agradou muito a Gina e a Amy. As duas foram retratadas como super-heroínas um tanto inusitadas: Joaninha e Grilo. A primeira era uma "vadia sem coração", que dizia coisas maldosas aos ornitorrincos; a outra usava um terninho-uniforme e agia como uma "molenga". Ofendidas com a semelhança à realidade, Gina e Amy tentaram agir exatamente como o oposto, a fim de convencer Terry de que elas não eram assim. Porém, ele só queria escrever o livro sem preocupações, era para ser apenas mais uma história sem sentido para divertir as crianças.

Enquanto isso, o plot mais divertido e inusitado se desenrolava. A delegacia foi apresentada ao sobrinho bonitão de Holt, que logo chamou a atenção de uma pessoa mais inusitada ainda. Era de se esperar que Gina se manifestasse, mas a interessada em questão foi Rosa. Ela, que sempre foi de esconder suas emoções, foi bastante receptiva e simpática com o moço. Não deu outra, logo ela estava descendo as escadas da casa de um Holt muito perplexo. Melhor cena do episódio, todos muito constrangidos, sem reação. Foi muito legal da parte dele tirar a máscara de chefe e colocar a de amigo para conversar com Rosa (o mínimo possível) sobre o assunto.

Na cold open da semana, tivemos uma repercussão da força tarefa contra as drogas. O time de detetives recebia pelas mãos de Wuntch uma merecida condecoração pelo trabalho realizado. Holt não conseguia conter a alegria - acho que nunca o vemos tão empolgado assim. Mesmo com os conselhos para se manter superior, ele não perdeu a oportunidade para sapatear um pouco em sua arqui-inimiga. É ou não é o melhor personagem da série? O mais engraçado de tudo é que até Peralta achava que se manter indiferente seria o mais adequado para a situação. O Peralta! A pessoa mais sem noção da delegacia. Mas damos um desconto por ser o Holt.

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