17 de mai de 2015

Review| The Blacklist - Season Finale - N°11: Tom Connolly


"Nunca quis que você fosse..."
"O que?"
"...como eu."

Não sei se rio porque essa season final foi ótima ou se choro porque eles terminaram dessa maneira. Foi mais do eu esperava e muito diferente do que eu imaginava, muito embora, ainda acredito que nem metade da história tenha sido revelada. A única coisa que eu sei é que se a season 2 foi bem morninha, a season três promete colocar fogo no mundo. 

Começando na correria que o final do capitulo anterior parou, temos a Lizzy, teimosa feito uma mula, se negando a seguir o conselho do Red e fugir da Força Tarefa o mais rápido possível. Serio, depois de tudo, porque ela não pode ouvir o Red e deixar a razão de lado ao menos uma vez? Ainda bem que ela ouviu a conversa do Connolly com o Cooper e se deu conta de que tudo que o Red disse, e um pouco mais, eram verdades, e que sim, ela não tinha como se defender, muito menos questionar, estava tudo armado contra ela e ela já estava na armadilha. Muito digna a atitude do Cooper de se negar a ajudar o Connolly, até aplaudi quando ele pegou o frasco de remédios e os jogou no lixo, dizendo "Eu prefiro morrer a ser parte disso". O problema foi que, mesmo se rebelando e a Lizzy ouvindo a verdade e entendendo a situação, já era tarde para fugir da Força Tarefa e o Connolly maldito conseguiu prende-la. 

Antes de falar da forma injusta como a Lizzy foi tratada, exceto pelo curativo de carinha feliz que o
moço lá colocou no dedo dela, achei o máximo a forma como o Ressler tratou os Senadores e companhia, se achando por serem influentes e ele os colocou no lugar, mas essa foi uma das únicas coisas uteis que ele fez no episódio, porque, depois de ser nomeado diretor da Força Tarefa, agora que o Cooper estava fora, ele só fez caca. Voltando a Lizzy, acho que ela se sentiu em um lup temporal, cada palavra que o Red disse que usariam contra ela eles usaram, me dá nos nervos que eles não deem o beneficio da duvida a ela, céus, a garota esteve envolvida em alguns problemas recentemente, e ter o Red como protetor pode ser um pouco suspeito, mas e tudo que ela já fez de bom, não parece obvio que não se lembra do passado, ela era quase um bebê! Mas né, ainda bem que o Red estava lá para ela, e o Cooper também, se não, não teríamos uma Lizzy livre para a season 3. Eu sei que já disse isso inúmeras vezes, mas eu amo como o Red tem aliados em toda parte e um plano para o plano extra em qualquer momento. A sequencia da fuga da Lizzy enquanto o Red conversava com o Cooper e depois com o Cooper a guiando, foi ótima, por um momento pensei que o Ressler a impediria de fugir, ainda bem que não, mas como eu disse, uma das poucas coisas sensatas que ele fez. 

Não sei se fui só eu, mas uma pequena lágrima ameaçou me escapar com a conversa da Lizzy e do
Cooper no carro, me deu uma dor no coração quando ele disse que estava morrendo e ela começou a chorar, toda preocupada com ele, ate ele soltar aquele: "Recomponha-se Keen, o pouco tempo que tenho, não quero gastá-lo sentando choramingando com você." E olha, não desperdiçaram tempo mesmo, pois como o Red, o Cooper também tem contatos o que facilitou e muito o acesso da Lizzy as gravações da estação onde ela foi infectada. Levei maior susto quando o moço recebeu o aviso de que a Lizzy era uma fugitiva procurada pelo FBI e foi trás dela. Ainda bem que nem ela e nem os videos estavam mais lá. Cumprindo com o dever de filho da mãe, Connolly fez a esposa do Cooper ser indiciada e a Lizzy precisa ir sozinha conversar com o Anton - o senhor que conhecia a mãe da Lizzy, - é ele quem conta a Lizzy onde encontrar Andropov, o virologista que criou o vírus que e infectou a Lizzy, matando o Senador, no entanto, quando ela pergunta sobre a mãe, ele se nega a contar qualquer coisa. Enquanto isso, o Red, em suas próprias palavras, travava essa guerra de uma outra forma, uma que, diga-se de passagem, me deixou bem confusa, mas afinal, que plano bolado pelo Red é simples ou fácil de entender.

Após ligar a negação do Anton ao Red, Lizzy decide, em uma atitude birrenta, mas repleta de razão, que ela não precisa da ajuda do Red para encontrar Andropov, que ela pode fazer isso sozinha.O ponto é, ela não pode, e sabe disso, então, pede ajuda a outra única pessoa, cuja relação com ela é quase tão complicada quanto a com o Red, ele mesmo Tom Keen ou Jacob, como acharem melhor. No momento em que ela o abraçou, alguns episódios atras, eu tinha certeza que eles acabariam juntos de novo, eu não me enganei, pois, após encontrarem o esconderijo de Andropov, conseguirem um pendrive, persegui-lo e depois vê-lo ser executado sem conseguir respostas, Tom leva a Lizzy de volta ao barco e ela diz que não quer perde-lo e eles ficam juntos de novo. Novamente, em quanto isso, o Red põe seu plano em ação e sequestra algumas pessoas, ate ai, continuava sem entender nada, até ele se apresentar, super simpático, e nos informar em seu discurso que aquelas pessoas eram os melhores repórteres de seus países e passar para eles os 'slides' do Fulcro, pedindo que eles investigassem por si mesmos e depois publicassem as verdades sobre o Fulcro pelos jornais ao redor do mundo. Achei bem digno da parte do Red das todas as peças do jogo ao jornalistas, ele deu a oportunidade da matéria de ouro, mas também mostrou o lado mortal que perseguiria quem resolvesse aceitar o desafio. 

De volta a Lizzy, ela resolve dar uma olhada no pendrive e faz a descoberta que eu menos esperava,
Harold Cooper não está doente, e o pior de tudo é que quando o Cooper confronta o médico, que não era de todo culpado, o mesmo ainda conta que os remédios foram feitos para ele apresentar os sintomas de um tumor no cérebro e depois ir diminuindo, conforme ele fazia o 'tratamento'. Fiquei chocada com a extensão do Cabal, tipo, eu sabia que eram influentes, poderosos, cruéis e tal, mas a manipulação e execução desse plano mostrou que é muito maior do que eu imaginava, eles estão quase no mesmo nível que o Red em questão de elaboração de planos e aliados, e isso não é pouco. Sabendo que não esta doente e com muito ódio, Cooper resolve que é a vez dele manipular o jogo, virar a mesa e colocar o Connolly contra a parede, o problema disso? É tudo muito maior do que eles imaginavam, e mesmo com todas as armas em mãos, o Connolly ainda estava na vantagem, ele tinha a força tarefa na palma da mão e estava pronto para esmaga-los, levando junto a Lizzy e o Cooper. Eu não sei se fui só eu, mas já estava me dando nojo de ver a cara de cínico filho da mãe do Connolly, a maneira como ele falou com o Cooper e a Lizzy, ui, tava me dando vontade de usar um crucio nele, então, sem mais nem menos, em um pico bem grande de ódio, a Lizzy levanta e aponta a arma pra ele. Tenho certeza que por um momento ele pensou que ela não atirava, eu achei que ela não atiraria, mas ela atirou, e atirou com vontade. Por mais que tenha sido a coisa mais estupida que ela fez, o Connolly mereceu, já não aguentava mais ver a cara dele mesmo.

No entanto, o choque da morte do Connolly passou tão rápido quanto veio, assim que os flashes da Lizzy pequeninha, ou Masha, como costumavam chama-la, se misturaram aos da Lizzy adulta em outra sequencia de prender a respiração. Quando a Lizzy roubou o telefone da mulher, jurei que ela ligaria para o Red, mas não, ela ligou justo para o Ressler. Ok, talvez eu esteja exagerando com o Ressler, afinal, ele tentou ajudar, mas pedir pra ela se entregar não foi a coisa mais sensata no momento. Enfim, essa caçada do Ressler pela Lizzy deve ser um doa pontos altos da próxima temporada, já que ele deixou bem claro que a perseguiria, não por que quer, mas porque é o trabalho dele. Depois ela ligou pro Red, e já me deu um frio na barriga a forma como ele falou com ela, ai, quando os dois se encontraram e ela começou a falra, é eu não consegui não derrubar mais algumas lagrimas. No final das contas, o Red estava lá no dia do incêndio, mas quem matou o pai da Lizzy foi a própria Lizzy, claro, a menina tinha quatro anos e viu o pai machucando a mãe, a arma estava no chão e ela atirou, não intencional, mas com certeza seria um trauma, então o Red apagou isso da mente dela. Mas o mais doido foi o sofrimento com que ela contou tudo a ele e dor com que ele falou que nunca quis que ela fosse como ele.

E então, com uma trilha sonora muito boa, vemos o Cooper entregar seu distintivo do FBI e ser
levado, acredito eu, preso, e o Ressler vendo tudo, um pouco chateado. Na sequencia o maldito Diretor abre o jornal e vê, na primeira pagina algo que pode ser referente ao Fulcro. Tom desancora o barco e parte para um novo começo, sem a Lizzy. Ressler coloca a foto da Lizzy no quadro de procurados do FBI e depois coloca a foto dela na parede dos 10 mais procurados do FBI, ao lado do Red e por fim, vemos o Red e a Lizzy, partindo para só Deus sabe onde, em um silencio doloroso, ruma a Season 3. 

E é ai que eu pergunto, será mesmo? Será que aquele homem era o mesmo o pai da Lizzy? Talvez seja porque eu queira muito que o Red seja o pai dela, mas aquele homem poderia ser um 'cara mal' que estava tentando matar a mãe dela, podia ser um Agente da KGB tentando silencia-la por ela ter uma filha comum americano, ou um Agente americano tentando mata-la por ela ser da KGB ou por ser casada com o Red, que já sabia do Fulcro nessa época. Ou podia ser o pai dela mesmo, mas ai, qual o parentesco ou grau de amizade do Red para com a mãe ou pai da Lizzy, porque ele não iria ao estremo que vai para cuidar da filhinha de um desconhecido. Em fim, a season 3 realmente promete, com essa pergunta no ar e nossa imensa curiosidade para saber como será essa nova vida de fugitiva ao lado do Red sendo caçada pela própria força tarefa. Bom, é isso pessoal, espero que tenham gostado, não deixem de comentar, e até a Season três. *-*   

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