18 de jan de 2016

Review| The Blacklist - S03E10 - The Director: Conclusion


"Todo mundo adora maçãs"

Se eu não soubesse acharia que foi uma Season Finale e aplaudiria em pé. O episódio passou num fôlego só, literalmente, porque respirar de verdade, só quando tudo acabou. The Blacklist teve altos e baixos, mas o arco todo dessa terceira temporada foi maravilhoso. Acredito que venha mais pela frente, mas olha, repetindo, a temporada poderia acabar aqui e ainda seria a melhor temporada até agora.

Começando com Aram, Cooper, Marvin Gerard, Navabi, Mr kaplan, Red, Dembe e aquele outro carinha que eu não sei o nome, todos trabalhando juntos, só poderia ser um excelente episódio. Para aqueles que não haviam se convencido sobre a genialidade do Red, ele mesmo mostrou a meticulosidade - adoro essa palavra - de seu plano, explicando passo a passo suas ações durante a temporada. Achei uma graça ela dizendo que odeia trabalhar em equipe. Outra coisa incrível no Red é que ele não tem medo de se arriscar por aquilo que se importa, porque o plano dele, além do brilhantismo só tinha um monte de 'ses' e riscos. Mesmo assim ele correu atrás, se arriscou e venceu. Claro, não foi tão simples assim. Prova disso é que a Lizzy foi capturada e eles estão correndo contra o tudo e todos para mantê-la viva. 

O que dizer da primeira cena com a Lizzy no episódio, tadinha, estava mais apavorada que cachorro em dia de ano novo - morro de dó dos bichinhos, - quando ela pediu papel e caneta, dizendo que ainda não tinha um testamento, gente, que angustia. E o Ressler perguntando a quem ele entregava o 'testamento' dela e ela sem ter o que dizer, que cruel. Se a Lizzy estava apavorada, o Tom estava pronto para qualquer coisa. Já tive raiva dele, muita raiva, mas não se pode negar que ele é um vilão e tanto, e nem foi muito humanizado, ele continua sendo um assassino frio, calculista e manipulador, mas depois de tudo que ele fez pela Lizzy, não dá mais para detestá-lo. Quando o Karakurt ameaçou não contar a verdade, imaginei que o Tom ia bater nele ou coisa assim, mas não, ele usou a boa e velha ameaça, adorei ele falando "Deixe-me ser claro. Se você falar, podem querer te matar. Mas, se você não falar, com certeza eu vou te matar, lentamente." Não sei se a Lizzy tem muita sorte ou falta excessiva dela, já que tanto o Red quanto o Tom fazem de um tudo por ela, mas ambos são cruéis, assassinos e perigosos... 

Vamos falar um pouco mais do plano final do Red, sequestrar o diretor. Se não houvesse sido bolado pelo Red e pelo Marvin eu acharia loucura, mas é um plano do Red, com o pessoal que ele tem, tinha que dar certo. Acho o máximo quando eles reformam um lugar inteiro em menos de um dia, gosto também do humor contido mas gritante do Red, ele estava nervoso, tudo poderia dar errado, e ainda assim ele conseguiu pensar em trocar uma estatueta por uma travessa de maçãs 'Todo mundo adora maçãs' vai entrar para as frases que só um fã de The Blacklist irá entender. Resumindo, eles conseguiram pegar a esposa do Diretor - respirei aliviada quando vi que ela seria só uma isca mesmo, - enganá-la, enganar o próprio Peter e seus guarda-costas, o Peter ainda pegou duas maçãs para comer e caiu direto na armadilha do Ray, só acordando em um avião no meio do Pacifico. Aqui, menção honrosa ao Aram tentando se enturmar. Me pergunto se o Red tinha provas concretas para que o presidente Venezuelano pudesse incriminar o Peter por todos aqueles atos de guerra. De qualquer forma, o Peter procurou a ira do Red. 

Pobre Lizzy, parece tão mais simples o pessoal do Red defender ela, claro, porque eles não são assim, tão éticos. Mas a advogada que o Cooper arrumou pra ela pareceu cruel a principio. Óbvio que o histórico de acusações da Lizzy não ajuda muito. A mulher só passou a se solidarizar depois que ela disse 'eles vão me matar, hoje'. E olha que iam mesmo. Os métodos do Cabal tem certa semelhança com os do Red, se analisarmos friamente, ambos fazem aliados com facilidade, tem recursos e influência, entre outros, a diferença é que gostamos do Red e não do Cabal, que o Red não abandona os seus, o Cabal sim. De todo modo, Laurel não é flor que se cheire, o carinha ia matar a Lizzy, ser julgado por um juiz do Cabal, examinado por um psiquiatra do Cabal e diagnosticado como doente mental. Me assusta que possam existir pessoas ditas 'de bem' que agem assim.

Eis que houveram dois momentos mais angustiantes, o primeiro quando o Peter foi sequestrado, porque eu jurei que não daria tempo. o Segundo, toda a sequencia de julgamento da Lizzy, eu achei que atirariam nela enquanto o Juiz lia o nome das vitimas, achei que ele tentaria matar o Ressler, depois quase tive um ataque quando o homem contratado para matá-la não atendeu a Laurel e atirou na Lizzy, que sufoco. Mas antes dessa cena, tivemos a oportunidade de ver o Red negociando, serio, quero um 'protetor' como o Red pra mim, se ele quiser ser meu padrinho, não vou reclamar não. De novo, acho incrível a sutileza do Red ao ameaçar alguém, na verdade, durante toda a serie eu não o vi perder a calma ou gritar, ao meu ver isso o torna ainda mais temível. A Laurel cheia de pose, dizendo que não cederia, achando que daria um jeito e ele vem o discurso de mandá-la ligar para o presidente e se explicar porque não poupou o pais por toda humilhação de ser acusado por crimes de guerra. Não sendo o bastante, a manda ligar a televisão, e quem está na tela, Ressler prendendo Karakurt e declarando que ele é o verdadeiro culpado. E aqui o Ressler merece um destaquezinho, já que ele quem reuniu a imprença. Assim não sobrou muito a Laurel se não aceitar o acordo, ainda mais com Marvin Gerard batendo em sua porta. Espero que ele se torne recorrente e não morra, gosto do personagem dele, combina com a serie.

Bom, depois de um pouco de discussão, a Laurel aceita os termos do Red, exonerar a Lizzy de todas as acusações, menos o homicídio de Tom Conolli. Como disse o Marvin, é um excelente acordo, como citou a Lizzy, com um olhar de doer o coração, eles vão tirar o distintivo dela, ela será um recurso, assim como o Red, não mais uma Agente. Por um momento pensei que ela não assinaria, foi triste, mas o Red avisou que ela estava cruzando linhas e agora ela precisa aprender a viver com isso. Outra coisa que eu imaginava, mas não esperava, era que a Laurel decidisse se livrar do Peter assim, na cara dura: 'Resolvemos esse problema para você (a Lizzy) e você resolve esse para nós (livra-se do Peter)". Não precisou pedir duas vezes. Embora eu detestasse o Peter, fiquei muito grata de não mostrarem a morte dele, ficou ótimo como ele apenas caindo morto em cima daquela casa. E que gostinho de vitória foi ver a Laurel tendo que pedir desculpas e exonerar a Lizzy publicamente.

Enfim, não tenho medo de afirmar que esse foi o melhor arco em toda serie, teve começo, meio e fim. Não apenas um fim, mas um termino que mudará toda estrutura da história. Gostei de ver o Cooper inocentado e de volta a diretoria da força tarefa, do Ressler não sendo babaca, do Tom sorrindo ao ver a Lizzy inocentada, só fiquei em duvida com o Red conversando com a Laurel. Não acho que ele queira uma cadeira na organização, acredito que os planos dele vão além disso, o Cabal deve ter algo que ele quer, sei lá, mas não acho que tudo seja para ser um deles. E o que dizer da Lizzy saindo da cadeia, a alegria dela ao rasgar o 'testamento'. Como sou boba, por uma fração de segundo achei que ninguém viria buscá-la, que estava sozinha, chegou até a dar uma dorzinha no peito e aquele aperto na garganta, mas então, lá estava o Red, esperando sua menina. O abraço que ela deu nele, que coisa mais linda. Nessas horas o que ele realmente é dela quase fica esquecido, tão linda é a relação entre os dois. Mas vamos concordar, que as perguntas do Peter, sobre a Lizzy saber o que ele é para ela/dela, só fizeram as perguntas retornarem.

Por hoje é isso pessoal, espero que tenham gostado do episódio tanto quanto eu, nos vemos na próxima review *-*

Promo 3x11 - Mr. Gregory Drevy


0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...