6 de fev de 2016

Review| Agent Carter - S02E04 - Smoke and Mirrors


"Não se preocupe com o que os outros pensarão, você está destinada a lutar. Pare de fingir ser quem não é."

Existem bons episódios, existem episódios que se destacam por um momento ou outro, existem episódios bonitos, bem escritos e existe esse episódio. Eu não sei explicar o motivo, mas é um dos meus favoritos em Agent Carter, foi simples, não teve uma trama complexa, não teve um drama exagerado, mas foi perfeito. Simples e bem construido, com  a dose certa de emoção e diversão. 

Começando com a pequena Peggy enfrentando um dragão. Quem nunca enfrentou um dragão, ou se aliou a um não sabe o que é emoção. E que graça o Michael brincando com ela, que irmão mais fofo esse. Pudemos conhecer, também, a pequena Whitiney, ou, como era chamada quando criança Aggie (Agnes Culles), a pequena gênio, que nas palavras do Dr. Wilkers está fora da escala de padronização de inteligência. Acredito que esse tenha sido um dos pontos fortes do episódio, nos mostrar a infância e juventude de ambas, heroína e vilã - muito embora a Whitney não seja exatamente uma vilã, - com uma história extremamente bem construida para cada uma. Os contrastes da infância de ambas, com a Peggy tendo uma mãe preocupada e exagerada e a Aggie tendo uma mãe não muito zelosa, crescendo meio por conta.

Outro ponto forte, sem sombra de duvidas, foi o Jarvis, tadinho, conseguiu um botton pra Peggy e ela nem mesmo olhou. E foi o responsável pela ideia de derrubar o brutamontes Hunt - aquele que tentou estrangular a Peggy - com um sonífero, o mesmo que ele usa para acalmar os animais da Howard. E adivinha só, não funcionou e funcionou ao mesmo tempo. Adorei o Jarvis tentando não ter sotaque e imitando a voz do policial. É a primeira vez que vejo a Peggy apanhar para alguém duas vezes, nem mesmo a Dotie conseguiu o feito, e olha que o Hunt estava sob semi-efeito do tranquilizante. E quando tudo pareceu dar certo, que eles o prenderam no porta malas do carro, o filho da mãe levantou e enfiou o tranquilizante no Jarvis. Como não rir com ele dizendo que estava 'Jarvelous' pouco antes de desmaiar. E que dizer da Peggy tentando mandar o Sousa embora e mentir o que tinha no porta malas. Adoro esses três em cena, porque o Jarvis estava lá, com a boca aberta e grudada na janela do carro.

Quanto ao interrogatório do Hunt, até me assustei quando a Peggy disse que queria matá-lo. Mas é a Peggy né, ela só estava sendo metafórica. Simplesmente amei ela falando pro Hunt que não o torturaria porque não tinha tempo, mas que ela também havia estado na Guerra e aprendera alguns truques, então estava injetando malária, um patógeno bem agressivo vindo das indústrias Stark e que ele morreria em 20 minutos, então ela daria a ele 10 minutos para pensar, a cara que de pavor que ele fez. Serio, adoro essa mulher, quando crescer quero ser igual a ela. Muito embora, o Sousa dizendo: "Isso é loucura" tenha definido todo o plano dela, desde confiar que o vírus da gripe super forte que ela injetou no Hunt fosse funcionar, até fazê-lo abrir o bico. Mas no fim, todo mundo te medo de morrer, principalmente aqueles que dizem que nunca abriram a boca, aconteça o que acontecer, não foi diferente com o Hunt, e ele contou tudo que precisavam saber, desde nomes até onde conseguir provas contra o 'Conselho do Nove', que são aqueles carinhas que retiraram a Isodyne do projeto Matéria Zero. Uma pena o Juiz estar comprado pelo conselho e, ao invés de liberar o mandato para a SSR poder invadir o Clube Arena, mandar pessoas analisarem todos os casos da SSR, e ainda ameaçar a Peggy e o Sousa. No entanto, aqui vale uma ressalva, Peggy enfrentando o carinha todo poderoso de igual para igual, sem vacilar nem mesmo quando ele ameaçou ela abertamente, foi bom de mais de ver. Se ele está acostumado a comprar o Thompson com medalhinhas de honra e elogios, isso jamais vai colar com a Peggy.

Falando um pouco mais sobre os flashbacks, nunca, em momento algum, pensei que a Peggy havia se 'apaixonado' - porque como disse o Michael, aquele cara não era o amor da vida dela - e muito menos imaginei que ela havia ficado noiva, sem interesse em lutar, conformada em ser apenas mais uma dama em meio a guerra. Me assustei de verdade com esse momento, aquela mocinha mostrando o anel de noivado, toda bobinha e sem as roupas maravilhosas da Peggy, não era a Agent Carter que estou acostumada a irradiar. Nem sei o que dizer dela tentando ser a dama perfeita na frente do noivo, e recusando o convite para ser espiã. Tadinho do Michael, me deu uma dozinha quando ele disse que foi ele quem indicou a Peggy para ser espiã e depois ainda pediu para ela ser ela mesma, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Nem preciso dizer o aperto no peito que me deu ao vê-la, toda linda em seu vestido de noiva, quando chegou a noticia da morte do irmão. Sim, foi isso que fez dela a Agent Carter, co-fundadora do S.H.I.E.L.D. e exemplo para tantas garotinhas que queriam ser como ela, seja em campo
ou no laboratório, mas pra que matar o moço, ele era tão legal. Do outro lado, temos a Whitiney, ainda Aggie, tendo que aturar o cara que dormia com a mãe dela e a própria mãe, enquanto crescia cada vez mais inteligente e bonita. Que ódio quando ela não conseguiu entrar no programa de ciências por ser uma menina e a mãe dela ainda vem falar que ela só seria alguém se usasse o rostinho bonito, que ninguém se importava com o quão inteligente ela era. Sim, ela é uma atriz rica e famosa agora, mas ainda é injusto o rosto dela não poder estampar o gosto pela ciência, que é o que realmente corre nas veias dela. Ô sociedade injusta e preconceituosa.

Bom, depois de ter as provas retiradas da SSR e o Clube Arena, provavelmente avisado da batida, só restou ao Sousa trocar os frascos e continuar com as amostras de pele da moça que morrer no primeiro episódio. Com um plano em mente, lá foram Peggy e Sousa 'falar' com o Hunt mais uma vez. Só o burro pra não notar a armadilha ali né, quando que o Sousa iria voltar sozinho e desamarra-lo, sabendo da força que ele tem. Um amor o Sousa dizendo a Peggy que estava bem, mas não sabia porque precisara levar um soco, e ela respondendo: "Era o mínimo que você poderia fazer, ele tentou me estrangular, duas vezes." E aqui, entre o Dr. Wilkers, que a cada dia tenho mais certeza, terá um final triste, que susto quando ele viu a rachadura se abrindo no quadro e depois contou a Peggy que sentia que algo o chamava. Coitado, eu torço pela Peggy e pelo Sousa, mas quem fez besteira foi ele, ela só tentou seguir em frente outra vez, e novamente perdeu o homem por quem estava se apaixonando.

Com relação ao Hunt, ele caiu direto na armadilha, correndo para casa da Whitiney, atrás do marido dela. Mal sabia ele que ela, Whitiney Frost, é o verdadeiro cérebro da Isodyne e controladora do próprio marido. Marido esse que sabe falar, deportar a Peggy, pelo amor de Deus, vai tentando colega. Já a Whitiney, essa vai direto ao ponto, e quando não gostou das respostas do Hunt, sugou ele para dentro de si. É isso, podem me chamar de feminista, mas amo o poder feminino dessa serie, elas são inteligentes, fortes, determinadas e não precisam perder a feminilidade para isso, não precisam ser perfeitinhas para serem admiráveis, não precisam ser vulgares para chamar atenção. Realmente gosto de como a Marvel retrata suas garotas, sejam ela mocinhas ou vilãs, em Agent Carter.

Por hoje é isso, espero que tenham gostado, até a próxima *-*   
P.S.: Como terminar sem citar o dialogo final, entre a Whitney e o Marido:

"O que é você?"
"O que eu quiser ser."

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