28 de abr de 2016

Review| Agents of S.H.I.E.L.D. -S03E18 - The Singularity


"Singularidade é o momento da definição"
"O ponto em que uma variável torna-se infinita"

Tem coisinha mas fofa que um episódio focado no relacionamento FitzSimmon? Se sua resposta é não, vai amar Singularity, se sua resposta é sim, vai amar do mesmo jeito. Porque sejamos francos, mesmo tendo Fitz e Simmons como foco, eles não foram os únicos a brilharem, May arrasou em praticamente suas cenas, falando umas verdades que, ao menos eu, queria ouvir há algum tempo. Para desagrado geral e felicidade de todos, outro que vem derrubando queixos em cada atuação é o Hive, já não há mais Grant Ward, a menos que ele queira e olha, se o personagem não for morto nessa temporada e continuar como o vilão da próxima, eu acho que não vou reclamar não.

Pela forma como terminamos 'The Team', com a Daisy derrubando a base - ou parte dela, pelo que descobrimos logo no começo, - o Coulson ter apenas quebrado a perna não foi nada, não vou reclamar porque coisas terríveis estão por vir, mas pelo estrago achei que eles se machucariam bem mais. Acredito que entre a May e o Coulson, é a May quem está certa, e aqui, admito que posso estar exagerando com a Daisy e provavelmente, até o final da review, vou piorar um pouquinho, de qualquer modo, é a May quem está mais sensata nisso tudo, a Daisy poderia ter demolido a base e matado todos eles, mas não o fez, então, ela ainda se importa com eles, o que bom, mas ela não quer se seguida e foi capaz de causas estragos bem grandes na base, ou seja, ela pode machuca-los se quiser, o que é ruim. E esse é o ponto e a visão da May, a Daisy está sob algum controle, mas não completamente. Já para o Coulson, que eu sempre achei exagerar bastante quando se trata da Daisy, tem certeza absoluta que ela não está fazendo nada por vontade própria e precisa desesperadamente ser salva. Isso é bonito da parte dele, esse carinho, mas ele tem que pensar que tem outros membros nesse time, e que eles, talvez ate mais que a Daisy, precisam de proteção também. Mas não vou negar, ver o Zephyr alçando voo de lado, em uma passagem danificada é sempre muito bom. Ainda mais daquele sorrisinho maníaco da May.

Então temos um pouco mais do Hive sendo o Hive, sem interferência humana, apenas o Inumano interagindo com Inumanos, não sei explicar, achei que ele seria meio louco, tipo Voldemort e esses grandes vilões que equilibram loucura e poder, mas ele é calma, aquela calmaria que assusta, como o mar antes de invadir a costa ou vulcões antes de entrar em erupção, essa calma, essa forma gentil de tratar os Inumanos, de convencê-los a continuar mesmo quando isso irá feri-los, isso é o que o torna tão assustador. Tenho medo de quando chegar a hora do verdadeiro confronto. Ou ele será o cara invencível, com poderes e mais poderes ou ele será o líder que controla e se esconde atrás de seus soldados, torço para que seja a primeira opção. Por um momento até simpatizei com a conversa entre ele e a Daisy, como ela mesma falou, não há nada do Ward nele além do corpo e as memórias que são úteis para o Hive. Não entendo completamente como essa 'conexão' entre ele e os hospedeiros funciona, mas parece mais uma simbiose não obrigatória, ele aumenta os poderes do hospedeiro, em troca o hospedeiro torna-se leal a ele, curiosa para mais explicações a cerca disso. Ainda falando do Hive, adoro esses momentos cientista onde todos entendem o que está acontecendo o Coulson fica com aquela carinha de taxo. Muito embora esse momento Fitz, Simmons e Lincoln conversando com o Coulson sobre o 'parasitismo' do Hive tenha sido muito para explicar que dendrotoxina não vai funcionar, que ele afeta o cérebro como uma droga, tornando o Inumano mais poderoso, e que havia um doutor que poderia ajudá-los em uma 'cura', não para nos fazer rir. 

Lembram que critiquei muito o Lincoln em reviews mais antigas, mas me comprometi a dar mais credito pra ele, e, nesse episódio, definitivamente ele mereceu muito mais créditos que o Coulson. Completamente entendo as decisões difíceis que um diretor deve tomar, mas vamos lá, não tinha uma coisinha menos 'cabum' que um colete suicida?? Sei lá, dendrotoxina não funciona, mas e sonífero, anestesia geral, coma induzido, a geleia onde os Inumanos eram mantidos pela UCAA? E porque, em nome de Thor, deixar o detonador nas mãos da May, ela também tem sentimentos sabe. Mesmo assim, com todo esse drama, o menino pegou o colete e foi, com a cara e a coragem. Acho que não quero que nada aconteça com ele não. Antes de falar da May, porque ela merece um paragrafo para ela, temos a Alisha, coitada da garota, em Afterlife ela foi um saco, depois ela perdeu uma copia e vou confessar, eu achei que era só ela criar outra, foi só nesse episódio, com ela lutando com o Lincoln e as explicações depois que eu entendi que ela não só sente TUDO que as cópias sentem, como também não pode criar outras. Ou seja, não foi fácil para o Lincoln ameaçá-la, no entanto excedeu a crueldade o Hive convencê-la a sacrificar-se pela causa dele, a própria Alisha matou um pedaço de si, enquanto a outra estava prestes a matar a May, deixando o Lincoln - compreensivelmente - sem ação e o Coulson com a única saída sendo matar a outra cópia. Tadinha, doeu em mim ela falando 'Eu perdi as duas' então o Hive, todo gentil perguntando como ela se sentia com isso, só para fazer aquele fria cruel subir pela espinha ao ouvir a resposta "Estamos felizes por ter feito o sacrifício'. 

Isso sem contar que a loca da Daisy transformou o James em Inumano, só para o Hive colocá-lo no grupo. Que é isso gente, assim não vai sobrar ninguém sem parasita. Ah, outra coisa que praticamente se foi, é a teoria que a esfera que estava com o James pudesse ser uma joia do infinito, afinal, ele desenterrou o componente faltante e definitivamente não era uma joia do infinito. Mas vamos a May, essa mulher diva só por existir, mas nesse episódio, com as respostas que ela deu para o Coulson, deem um premio pra ela. A começar que, pelo que entendi, a May é a S.O. do Lincoln, e ele deu o detonador do colete pra ela, mesmo sem ela querer isso, depois, quando ela pergunta o que fazer se a Daisy não quiser voltar ele dá uma de revoltadinho e diz que ela gosta de puxar o gatilho e que a Daisy não é o Andrew, não vou mentir, eu voltei e assisti de novo, só pra ver ela dizendo: "Eu atirei no Andrew porque você mandou, você é o chefe e eu sigo suas ordenes" ainda jogou na cara dele que a vida do Lincoln era dispensável para ele e que, ela faria o trabalho sujo, mas não era para ele fingir que tinha as mãos limpas. May, você arrasou. Ainda, um pouco mais adiante, tivemos a cena dela dizendo pro Coulson que ele não era pai da Daisy, essa um pouco mais emocional, mas ainda acho que ele deveria pensar mais no time, pensar um pouco mais antes de falar, principalmente com a May. Porém, o Coulson não foi de todo ruim, quando foram atrás do James e não acharam nada além do casulo quebrado, um buraco no chão e bombas prestes a destruir, eu praticamente dei gritinhos ao ver o Coulson protegendo a si mesmo e a May com o escudo super Capitão América da S.H.I.E.L.D. que sai da mão dele.

Eu disse que era um episódio focado no Leo e na Jemma e não falei deles ainda, então vamos lá. Já começamos com a Jemma toda engraçadinha zoando da relação deles, as carinhas desses dois durante o episódio foram uma graça.  Os dois zoando com o Mack, após ele dizer que eles não poderiam entrar em uma festa chique de jaleco, pobre Mack, está descobrindo o lado malvado de FitzSimmons. O que eu não entendo é porque não deixam eles inventarem umas coisinhas mais legais, se era para chamar atenção de um Transhumanista difícil de agradar, porque deixaram eles levarem algo que a Ciberteck copiou. Enfim, no instante em que o Mack ligou o negocio para ver o que não era visível me deu um frio na barriga, aquelas pessoas eram muuito modificadas, ainda estou tentando entender como colocaram um pescoço todo 'falso' em uma das mulheres que passaram. A mocinha que ficou de levá-los ao Dr. Radcliff, pelo que apareceu, 'só' foi modificada para ter um telefone via satélite no braço. O 'q' do momento foi o Fitz fingindo interferência nos comunicadores para poder finalizar uma conversa com a Jemma. Nem sempre eu fui uma shipper FitzSimmons, ainda mais porque a principio parecia tão forçado obrigá-la a amar o Fitz, ninguém é obrigado a se apaixonar só porque o outro está apaixonado, mas essa construção atual, desde o beijo episódio passado, foi tão fofo, tão natural, impossível não torcer por eles. Ainda mais quando Fitz afirma que Singularity é o que define o relacionamento deles.

Então, colocando o duo em ação, a mocinha volta e os leva para uma sala a parte, minha nossa, as palavras do Fitz: "Somos amaldiçoados" não saia da minha mente. Então eles precisavam operar um olho humano e provar que a prótese funcionava, imoral mas nada que a Jemma já não tenha feito, até ela enfiar a agulha no meio do olho do homem. A cara do Fitz me representou, como é que essa garota, no meio de toda essa pressão conseguiu notar os músculos extras nos olhos não humanos do homem, que por ventura era o Dr. Radcliff? Resumindo, o Dr. ligou a prótese à Ciberteck, o Mack e seus músculos precisaram entrar em ação, e embora o Doutor tenha parado para ouvir o Fitz, mesmo com a Simmons sendo levada, a desgraça só estava começando, e sim, eu fiquei muito chateada com a Daisy, mesmo com aquelas lágrimas nos olhos dela. Justo quando o Doutor estava prestes a concordar com qualquer coisa que o Fitz dissesse, me aparece a Daisy, derrubando tudo, levando o Doutor e prendendo o Fitz contra a parede.

Claro que ele não morreria ali, a morte acontecera na Season Final e não se sabe quem será, mas a Daisy podia ter quebrado algo dentro do Fitz, minha vontade foi de dar uns tapas nela, colocar uma pulseira anti-poderes e colocá-la em seu devido lugar. Ninguém machuca o Fitz assim e fica por isso mesmo. Quase pior do que ouvir a Daisy dizendo que havia encontrado uma família agora, que sabia o que estava fazendo, que não queria machucá-los, mas que o faria se fosse preciso, foi ver o Hive se aproximando da Simmons. Seja pelo motivo que for, seja pelo Will, pelo Ward, o que for, o Hive não a machucou no outro planeta e não a machucou novamente, mas mesmo assim, ele fingindo ser o Will, falando docemente com ela, por um momento pensei que ele conseguiria, então, sem ninguém perceber, ela dá três tiros nele e sai correndo. Não se foi só eu, mas, notaram um ar de diversão no rosto do Hive quando ela fez isso e saiu correndo? Antes de finalizarmos, que fofo o Mack conversando com a Jemma sobre ela e o Fitz. Nem preciso dizer o que aconteceu quando o Fitz retornou ao ponto de encontro, não é? Vamos dizer que, de uma maneira fofa, sem forçar nada, no tempo deles, eles cruzaram a 'singularidade na linha do horizonte'.

Na base, após varias chamadas do Talbot e anos de luta, finalmente, com a ajuda do Malick, a S.H.I.E.L.D. e o governo cortaram as últimas cabeças da Hydra. Como nem tudo podem ser flores, vemos o Hive, nem ai para as cabeças da Hydra que estavam sendo cortadas, caminhando calmamente com seus novos 'bebês', fiquei de boca aberta quando o James, super animado em encontrar o codinome, perguntou: "Nos comprou uma casa?" e ele, como se fosse mega normal, respondeu: "Não, nos comprei uma cidade inteira". Não bastava ter um exercito Inumano, um cientista louco e disposto a conduzir experiências transcendentes, ainda precisava comprar uma cidade?! Serio, a Marvel acertou de mais nesse vilão. Por hoje é isso pessoal, comentem com a gente suas suspeitas de quem será o Agente caído e suas teorias sobre como derrotar o Hive. Até mais *-*

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