25 de abr de 2016

Review| The Blacklist - S03E19 - Cape May

 
"Você não tinha escolha, era eu ou Masha"
"Eu sinto muito"
"Raymond, você me salvou através dela. Foi uma boa escolha." 

Está ficando difícil escrever reviews de The Blacklist, não porque a serie está ruim, pelo contrário, mas esses últimos episódios foram tão loucos que olha. Cape May foi a definição das expressões: "Mas o que??" e "What the hell!?", passei o episódio todo sem entender nada pra no final vir uma onda e me jogar a fria verdade na cara. Mesmo sem entender nada por um bom tempo, e acho que esse era o objetivo, foi um episódio muito bom, não é qualquer serie que tem coragem de fazer um episódio assim, fora da trama principal e ainda totalmente inserido nela. 

O primeiro diferencial do episódio é que Cape May é um lugar, não uma pessoa, depois temos um episódio completamente protagonizado pelo Red e pela moça ruiva outrora chamada de Ana Jarvis. Antes do Red ficar completamente sozinho e protagonizar maravilhosamente bem esse episódio - serio, esse homem merece um premio pela atuação espetacular - ele ameaçou o médico que cuidou da Lizzy, espero que só tenha ameaçado mesmo, porque a culpa foi do Solomon, não do coitado do médico, ele fez tudo que podia. Quando aquela senhorinha foi acordar o Red e ele saiu todo cambaleante, tossindo um pouco, pensei que ele estava doente, era luto mesmo, que pode muito bem ser comparado com uma doença, tamanha dor e falta de chão que causa. Mesmo nessa situação dolorosa, é difícil não rir com o Red, o único cara que tem como bagagem uma mala entupida de dinheiro, ele perguntando pro taxista quanto ele queria pelo carro e começando a tirar maços de dinheiro de dentro da bolsa, só o Ray mesmo.

No exato momento em que ele entrou naquela pousada abandonada, com cara de filme de terror que eu vi que não seria mesmo um episódio comum, então, ele senta na cadeira de praia, com a bagagem ao lado, como se fosse a coisa mais normal do mundo, até que a moça ruiva com os lindos olhos azuis esverdeados da Lizzy entra no mar, pronta para se afogar. Eu pensei: 'É a Katarina', mas a Katarina deveria ser mais velha, certo? Então ele estava revivendo o momento, mas, não é preciso se jogar na água para reviver algo e memórias não se agarram a você, então era real, mas quem era a moça? Pois é, nada disso foi respondido, no entanto o Red a salvou e a levou para a pousada. É ai que as coisas ficam ainda mais sinistras, não há ninguém lá, o Red está a procura de fósforos e um cobertor, então, no momento seguinte tem uma senhora atrás do balcão, perguntando se ele precisa de ajuda e depois não tem mais ninguém. Serio, soou muito como o enredo de um filme de terror, a própria moça parecia a personagem principal de um filme de terror, perseguida por fantasmas, olhar perturbado e uma história não contada.

O decorrer do episódio adentra mais e mais o psicológico, principalmente o do Red, visto que a ruiva quase não falava de si, como se o Red já conhecesse a história dela e estivesse ali apenas para revivê-la. Foi mais ou menos isso, só que com muito, muito mais emoção. Houveram momentos mais que, ao meu ver, chamaram mais atenção, como quando ela pergunta se ele já matou alguém e quando ele confirma ela diz que ela também, então quando ele responde que sabe e diz que pessoas como eles são raras, e ele aprendeu a reconhecer. Logo em seguida ela pergunta se ele já deixou alguém que não merecia sobreviver, esse foi um dos momentos mais bonitos, onde ela pede pra ela admitir em voz alta, e fala que havia uma mulher, que era a vida e o coração dele, e que ela teve uma criança, mas há um homem que deixou bem claro que ele não pode fazer parte da vida da criança, - ai vemos o Tom falando isso pra ele, e minha vontade de socar a cara dele foi grande, o Red pode ser uma ameaça pra menininha, mas ele não fica atrás sendo um fugitivo e tendo uma ex louca - e que mesmo querendo, ele não pode ferir o homem, porque ele foi tudo que sobrou para menina. Então a mulher fala pra ele, como se a história se repetisse "O pai dela, ela ficou com o pai dela", o Red confirma e ela fala de novo, que ele é o pai dela, levantando fortemente a suspeita que a história se repete, e que um dia o Red esteve no lugar do Tom como pai da Lizzy, Masha nessa época.

Com esse diálogo pareceu que ela era mesmo a Katarina, mas porque ele não a chama pelo nome? Então um cara invade a casa e ela e o Red o matam, um tempo depois mais homens estão a caminho, eles querem a mulher morta e por algum motivo o Red não pode deixa-la, nos levando a outro  momento muito bonito, com ele comparando o suicídio a um atentado terrorista, dezenas de pessoas sofrem com ele e são aqueles que estão mais próximos que são feitos em pedaços, são os que mais amamos que sofrem mais. A forma com que ele falou, a reação dela perguntando o que ele faria ao saber, ter certeza que o fato de ainda estar respirando é o que motiva assassinos a caçarem sua filha. Ai, ignorando toda e qualquer linha temporal e de raciocínio, admiti que era a Katarina e que eles estavam prestes a travar mais uma batalha juntos. E que batalha, foi tipo Natasha Romanoff e Clint Barton montando o cenário para derrotar os inimigos. Dois caras profissionais, que não precisam de muito para trabalharem em sincronia pois pensam da mesma forma. A armadilha da bancada eletrocutada e a vara de pescar para degolar um dos carinhas foram ótimas, porém, o que mais me surpreendeu foi a calma com que andavam dentro da casa, com que foram matando um a um dos 'perseguidores' sem temer, sem recuar, com a naturalidade de quem busca água no meio da noite.

Foi ai, na conclusão do episódio, que o lindo mar de ondas bravas de Cape May pegou a grande maioria desprevenido. Red vai buscar o carro enquanto a mulher limpa tudo, o carro está destruído e quando ele volta para dentro a casa está limpa, sem vidros quebrados, sem sangue, sem sinal de batalha e a mulher está caminhando para o mar, exatamente como no começo do episódio. Desesperado o Red corre pro mar, mas não há sinal dela, apenas o mesmo senhorzinho procurando abjetos de valor na praia deserta. Sensatamente o Red pergunta se ele viu a mulher e a resposta dele é assustadora: "Não vi ninguém, a única alma viva que vi nessa praia nas últimas duas semanas foi você". E com essa resposta vemos que o tempo todo Red estava sozinho, conversando com a própria mente ou com um fantasma. É ai que o senhor encontra a correntinha que a Katarina deixou na praia antes de se deixar levar pelo mar. Pagando mais do que ela valia e correndo para beira do mar, lá está ela, Katarina Rostova, o consolo que buscou no luto, dizendo que ele não teve escolha, que ele a salvou ao salvar a Masha. Mas não havia ninguém na praia além dele e do senhor.

Pois bem pessoal, por hoje é isso, um episódio arriscado, nem necessário, nem desnecessário, contudo, com uma carga emocional e psicológica enorme. No fim, quando tudo foi explicado, o episódio confuso se torna ótimo, respondendo que sim, Katarina está morta e mesmo que não estivesse não mandaria sequestrar a filha. Sendo assim, quem está atrás da Lizzy e porquê? O Red afirma que precisa ver uma pessoa, quem? E quando é que alguém vai atrás do Solomon? Já fizeram vingança por muito menos, esse homem precisa pagar por tudo que fez. Não deixem de dividir suas teorias e o que acharam desse episódio conosco, até mais *-*

Promo 3x20 - The Artax Network


0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...