7 de ago de 2016

Crítica | Esquadrão Suicida (2016)


O terceiro filme do universo cinematográfico da DC/Warner mal estreou e já segue o caminho do seu antecessor, Batman V Superman. O filme desperta curiosidade, mas a resposta dos críticos tem sido negativa.

O filme apresenta um primeiro ato forte que apresenta ao público, de uma forma divertida e descontraída, os personagens que estrelam o filme. Logo na cena das apresentações fica claro que o foco do filme será no Pistoleiro, de Will Smith, e na Arlequina, de Margot Robbie. O grande triunfo da sequência é amarrar, pela primeira vez, o universo da DC de forma definitiva, com as aparições do Batman e do Flash. Nenhum protagonismo é tomado, mas a ideia de que o mundo tem heróis é passada.

Esquadrão Suicida tem uma história descontraída e personagens fortes, mas peca na propaganda falsa. O filme que foi prometido ao público desde o seu primeiro trailer, na Comic-Con de 2015, era um filme com uma forte participação do Coringa, de Jared Leto, e uma Magia, de Cara Delevingne, atuante no esquadrão propriamente dito, mas nada disso foi cumprido.

A escolha do vilão é pobre e tenta seguir os passos dos grandes blockbusters de super-heróis (três dos quais já tivemos esse ano) com grande lutas e grandes destruições, tudo que o Esquadrão não deveria ser.
O icônico personagem do Coringa tem uma presença forte no filme, sempre sendo citado ou esperado, mas as expectativas não se cumprem e recebemos um Jared Leto com pouco mais que vinte minutos de tempo em tela. Sua dinâmica com a Arlequina, por outro lado, acaba por ser bem trabalhada, onde suas cenas se resumem a sua relação com a personagem.

Personagens como o Pistoleiro de Will Smith provam que a mudança racial do personagem não altera em nada sua natureza e nós vemos um personagem forte, que carrega a sanidade do grupo.
A Amanda Waller, de Viola de Davis, entra no universo da DC nos cinemas como a personagem mais forte até agora, um verdadeiro exemplo de mulher poderosa. O personagem em si é muito bem trabalhado e sua dinâmica com seu grupo suicida é bem definida, grande parte do sucesso da personagem sendo acarretado a sua interprete.

E a Arlequina, queridinha de muitos antes mesmo de a conhecerem, é um dos grandes acertos do filme. A loucura da personagem com a completa autoridade da atriz sobre ela tornam a Harley o grande destaque do Esquadrão.

Personagens como o Capitão Bumerangue e Crocodilo provam o grande problema na relação do filme com sua divulgação. São personagens que conquistam, tem espaço para mais desenvolvimento, mas simplesmente não acontece. 

El Diablo ganha um merecido arco, mas um final inconclusivo e aberto a futuras explicações, algo que fica realmente na expectativa para o possível segundo filme do grupo.

As cenas de luta do filme são maravilhosas e é legal observar como cada personagem lida com confrontos. Destaques novamente no Pistoleiro e na Harley.

O filme não é de comédia, como muitos pensavam, e sim é um filme mais sombrio com vários alívios cômicos em potêncial.

O visual e trilha sonora do filme são o grande charme do longa. Uma fotografia tão bem definida, com uma arte tão peculiar criam uma imagem gostosa de se ver. A trilha do filme te carrega durante todas as cenas com escolhas como "Bohemian Rhapsody", do Queen, e "Sympathy for the Devil", dos Rolling Stones, pecando, porém, em não usar "Heathens" ou "Sucker For Pain", músicas feitas para o filme, durante o mesmo.

Menção honrosa: Katana roubaria a cena, se ligassem o suficiente para dar-lhe uma.

Nota: 3,5 de 5
Destaques positivos: Arlequina, Pistoleiro e Amanda Waller. Uso do Batman e do Flash.
Destaque negativo: Mal uso da Magia e do Coringa.

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