12 de out de 2016

Review| The Blacklist - S04E03 - Miles McGreth



"É isso que você é para ele, um conjunto de células. Isso não é para te proteger de mim, é para te guardar pra ele."

E mais um episódio com mais perguntas do que respostas, o que, diferente das outras vezes, não estou reclamando, se esclarecerem ao menos metade da história no decorrer da temporada será ótimo. Afinal, se ninguém roubar o diário da Katarina será impossível a Lizzy não descobrir um pouco do passado. Então, por favor, mantenham essas lembranças com a Katarina o máximo possível, ela tem um ar poderoso e enigmático que contrasta muito bem com a serie. Outra coisa que contrataria muito bem seria o Red dando mais algumas respostas, mesmo sem querer, talvez em algum sonho, não precisa contar pra Lizzy, conta só pra gente que já tá bom...  

Já vou começar a Kate porque não aguento essa 'sofrencia' que fizeram a pobre mulher passar durante todo episódio. Não sei se o Red não a matou de propósito ou se estava com remorso e errou o tiro. Seja o que for, ainda foi cruel da parte dele, se ele não matou de propósito e a deixou lá agonizando para morrer aos poucos, ele é mesmo maníaco, se ele errou por remorso ou algo assim por que simplesmente não optou por não atirar? Ai, ai, ai Red! De qualquer forma a Kate está viva e mais de uma vez achei que ela não conseguiria, as cenas dela se arrastando pela mata e depois do cachorro chegando, achei que ele iria morder ela, e agora não sei se o homem que a está carregando quer ajudar ou é ouro cara cruel. Isso não se faz Red, mas ao menos ela está viva.

Seguindo para Lizzy, eu entendo o ressentimento do Red para com ela, e diferente do que ele fez para Kate, não achei cruel ele  manter a Lizzy de fora das investigações e buscas pela Agnes. Analisando friamente, em um caso comum de sequestro, os pais, como Ressler bem lembrou, são as vitimas, assim como a criança, desta forma não podem participar da investigação. Então, não foi tão cruel assim, a grande questão é que a Lizzy não está acostumada a ser deixada fora dos planos do Red, novamente, ignorando o emocional de uma mãe que teve a filha sequestrada, foi isso que ela quis ao fingir a própria morte, manter o Red longe dela. Agora, deixando a frieza de lado, gente, que angustia essa mulher deve ter sentido ao ver toda sua equipe ressentida, a Samar sendo cruel, o olhar do Aram e do Ressler, isso sem contar o encontro com o Red em frente a lapide dela, descobrindo, com o olhar que o Red lançou, que a Kate, a mulher que mais a ajudou em tudo isso, está, provavelmente, morta. Sim, é um jogo psicológico cruel de mais, isso que nem levamos em conta que o sequestrador da pequena Agnes é o suposto pai da Lizzy, assim sendo, avô da menininha. É Lizzy, essa tua família não tá fácil.

O que está fácil é a parceria da Lizzy com o Tom, se for o caso já podem recuperar a filha e virar foragidos que nem com uma bebê esses dois são pegos. O que foi a Lizzy fazendo todo aquela cena enquanto o Tom se fingia de bravo apenas para pegarem o cartão de acesso do cara e ela poder ligar pro outro, tirá-lo da sala, fotografar todas as provas e ainda roubar o diário da mãe dela sem nem ao menos deixar rastro. Serio Tom, como foi que você não viu o Kirk indo atas de vocês na temporada passada? Junto a isso tudo, temos o Blacklister da semana, Miles McGreth, um pequeno gênio e financiador do crime cuja influencia e talento já chegou aos ouvidos do Kirk. A coisa é, com o Lizzy e o FBI se metendo eles perderam a pista do jovem Miles, deixando o Red quase na estaca zero, por sorte ele conhece todo mundo e o Aram é genial conseguindo montar a foto de um dos homens, que foi morto pelos caras do Miles, mas mesmo assim puderam ter informações dele, o que levou o Red a um velho amigo, que por sorte estava trabalhando com o Miles e precisava de um homem.  

Quem o Red botou pra trabalhar com ele? Isso mesmo, o Tom. Não disse, é a família perfeita de fugitivos. De qualquer forma o trabalho não era tão simples e o Miles não é um rapaz bobo, na verdade até achei que o Red deveria fazer uma aliança com ele, não entregá-lo de mãos beijadas ao FBI, mas né... Enfim, achei o máximo eles perdendo o trem porque não havia outro trilho se não o que eles estavam, a menos que o rapaz tivesse, em menos de três semanas, construido uma linha que levava a seu galpão particular. O cara é o cara, pena que resolveu ajudar um inimigo do Red, tinha um futuro brilhante pela frente. Como disse o Aram, o cara tinha ideias incríveis, pro lado errado, mas incríveis. Quase tão incrível quanto a capacidade de fingimento do Red: "Me diga quem levou aquela maleta, para eu, ao menos, tentar compra-la de volta". Serio, quem em sã consciencia compraria um trem de vírus mortais de classe A? Só os 'clientes' do Red mesmo. Bem no fim até me deu dó do Miles, já estava imaginando ele ajudando o Red, mas né, os dois tem o mesmo ideal de mandar, então não daria certo.

Agora me explica, como é que o Kirk sabia que o Red havia roubado a pasta do Miles? Como o Red mesmo disse, nem ele sabia onde deveria estar, como o Kirk já sabia? Isso cheira a traição para mais alguém? Sobre o final, não achei surpreendente. Óbvio que o Kirk não foi atrás da Lizzy porque a ama, alguma coisa ele queria, e como está doente, uma doença que exige transfusão e tal, era só juntar um mais um e pronto, ele queria um descendente compatível para tentar curar/ retardar a doença. Mas vamos concordar que ouvir o Red dizer isso, duramente na cara da Lizzy doeu, só não doeu mais por causa daquele "suposta filha perdida". Só que, dessa vez, até eu estou acreditando que o Kirk é o pai biológico, o Red a ama como filha dele, mas acho que, biologicamente, o Kirk é o pai. Agora, o que eu não posso é terminar sem mencionar a Lizzy lendo o diário vendo a mãe bem ali, na frente dela, por favor, já podem trazer mais momentos desses, ok produção.
Por hoje é isso pessoal, comentem com a gente suas teorias e ate a próxima *-*

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