1 de fev de 2017

Review- Suits S06E11 "She’s gone"



"That was nice"

Há um tempo atrás, se alguém me perguntasse sobre o que Suits tratava, eu responderia que era a história de uma carinha que foi contratado como advogado mas que nunca frequentou a faculdade de Direito. A série contava, então, todos os efeitos, brigas, chantagens e trocas de favores que resultavam da manutenção desse segredo. Bem, desde a metade da sexta temporada que eu não posso mais me valer dessa sinopse.
Suits retorna nessa winter season com um grande desafio: Como seguir adiante quando a tônica que movia a série se encerrou? Que história instigará o público agora que o segredo de Mike já correu os quatro ventos? Agora que Mike já foi processado, preso e solto? Para agravar a situação: O escritório que conhecemos sobrevive sem Jessica Pearson?
O episódio 6x11, She’s gone, ainda não nos deu as respostas, mas cumpriu com louvor o papel de assanhar nossas mentes e bagunçar nossas emoções.  E que emoções...
Torça você ou não por Darvey (Donna e Harvey), os dois primeiros minutos te levam a hiperventilar. Porque se você não está extasiado com os olhares e o beijo apaixonado desses dois na cama ao som de “I’ve been loving you too long”, no mínimo você está perguntando repetidamente pra sua tela o que é que está acontecendo ali. E não demora muito pra descobrirmos que é mais uma vez um sonho de Harvey enganando toda uma torcida ansiosa. A cena toda foi uma provocação e jogou com o texto pra nos deixar um recado: “Eu disse que a espera valeria a pena”.
A mim, particularmente, tudo não ter passado de um sonho não desapontou. Gosto que continuem repisando que Harvey pensa em Donna, e que pensa nela romanticamente. Gosto também que usem desse recurso pra ligar o fato de que eles não estão juntos com as questões de abandono de Harvey e, consequentemente, com as questões dele com sua mãe (Lily Specter).
Os reflexos do comportamento de sua mãe deixaram marcas profundas em Harvey. Suits fez questão de apresentar isso com a máxima urgência, mas desenvolveu com toda a lentidão necessária para dar veracidade ao personagem (se você é um espectador atento e de boa memória, vai lembrar que logo em seu segundo episódio da primeira temporada, Suits nos apresentou Harvey lidando com um situação de adultério de alguma forma. E a temática foi recorrente em todas as temporadas seguintes). Ver que a série está se encaminhando para o desfecho desse assunto representa a preocupação com a continuidade das storylines e com o desenvolvimento dos personagens. Quando se trata de Harvey, acho que Suits cumpre esse papel com maestria.
O mesmo eu não consigo dizer de Mike. O rapaz parece que sempre que caminha pra frente, dá outros tantos passos pra trás. Compreensível e notável que ele não queira voltar para o escritório a fim realizar algo mais em prol das pessoas, mas o ataque de cólera pra cima do cara que sempre esteve lá por ele não foi fácil de digerir. Você não diz “este é o último lugar em que eu viria trabalhar” justamente pra o lugar e para as pessoas que mais te ofereceram lealdade na vida.
Outro que mostrou que também ainda vive de idas e vindas foi Louis Litt. O instinto de vingança e a impulsividade ainda são as características que movem o personagem que, quase sempre, acaba dando um tiro no pé e recebe bem rápido o castigo do seu mau comportamento. Dessa vez, foi uma bronca também desequilibrada de Harvey, só contida pela prudência em pessoa de Donna Paulsen. Louis não está preparado pra ser sócio-gerente e quando ele estava para reconhecer isso, acabou recebendo a mensagem em som alto, claro e rude.
A favor de Louis conta o fato de que ele costuma compensar os seus erros e, nesta redenção, Rachel saiu lucrando ao receber o cargo de associada de segundo ano, e assim, tornou mais confortável a sua decisão de rejeitar a oferta de emprego de Robert Zane. Neste ponto, sejam dados os devidos créditos à maravilhosa Gretchen, sempre atenta às necessidades de sua equipe e generosa com cada um de seus colegas.
Num episódio em que os personagens masculinos ficaram marcados pelas atitudes impulsivas, imponderadas e até histéricas, as mulheres brilharam pelo discernimento e sensatez. Fechando com chave de ouro, Donna fez às vezes de psicóloga, derrubou pra Harvey as razões de sua angústia e o instigou a resolvê-las de uma vez por todas. O olhar condescendente do advogado e a profunda admiração que ele tem por sua secretária não deixaram dúvidas de que o conselho foi acatado. O episódio seguinte promete ser ainda mais emocional e introspectivo.

Notas:

1. Katroina Bonnet e Pouis Pitt? Sério? LOL! Melhorem no disfarce. Nem precisa ser uma Donna pra pegar essa.
2. Muitos convidados especiais nesse episódio. Bom ver a todos, principalmente Professor Gerard, interpretado pelo pai de Gabriel Macht, Stephen Macht.
3. Pra quem não sabe, She is gone foi dirigido por Patrick J. Adams e eu acho que ele fez um trabalho excelente.
4. Feelings da primeira temporada ao ver Mike Ross numa bicicleta de novo.
5. E essa ideia de Mike se submeter ao exame do Bar para se tornar advogado? Sem cursar Direito? Será que é esse o caminho que Suits vai seguir para resolver a sina de Mike?
6. Harvey merecia um abraço em vários momentos desse episódio, mas principalmente na cena final, na sala vazia de Jéssica, lamentando estar sendo abandonado pela “família”.

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Promo e stills do episódio 6x12 "The Painting"






                        
                        
                        
                       
                       
                                                        






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