24 de fev de 2017

REVIEW- SUITS S06E15- “Quid pro Quo”

Are we gonna give up on our dream or live to fight another day?
Tenho que admitir que apesar de toda a minha paixão e fidelidade a Suits, cheguei na quarta-feira sem muita animação para assistir o novo episódio. A insistência de Mike e Harvey em pegar atalhos e cometer os mesmos erros do passado me causou certa irritação. As notícias que tive sobre Darvey ainda não estarem avançando na relação nesse episódio me deixaram um pouco frustrada. E o material promocional também não colaborou para me motivar com esse tal “Quid pro Quo”. Mas eis que na hora marcada eu estava em frente a tela. E ao final do show meu humor já era outro, pois me deparei com um episódio intenso, com ritmo empolgante, cheio de tensão e reviravoltas, além de atuações magníficas.
Grande parte dessa satisfação vem do plot de Donna (e The Donna) e por isso começo falando dela dessa vez.
Donna foi mostrada em um leque grande de nuances, e todas elas tinham uma clareza nunca feita antes. Tudo foi pintando em tons fortes e Sarah Rafferty fez um trabalho magnífico com suas performances. Tivemos a Donna sagaz e intuitiva que já conhecemos, mas ela era ainda mais intensa e dessa vez usava seus “superpoderes” para si mesma e não para os outros. Tivemos uma Donna altamente badass, com tanto brio e superioridade que eu quase achei estar olhando pra um Harvey de vestido e cabelo ruivo. E tivemos uma Donna que é quase uma completa novidade: uma Donna um tanto quebrada, com um buraco em sua autoconfiança, abalada e insegura sobre o seu potencial.
O plot The Donna  finalmente ultrapassou a barreira do alívio cômico e indicou qual era seu propósito desde o princípio: ser o catalisador de um processo de autoanálise de Donna, ser o pontapé que tira de sua zona de conforto e a leva a questionar quem ela é e o que ela pode ser além da secretária jurídica da PSL. Dentro da empresa não há mesmo quem duvide das habilidades de Donna e quem não concorde com ela a cada vez que ela se auto-intitula incrível. Mas fora dessas paredes, como as pessoas vêem Donna Paulsen? Como ela pode ser vista desatrelada de Harvey?
As respostas iniciais dessas questões quase nocautearam a nossa ruiva favorita não fosse por Benjamin ter se mostrado um verdadeiro parceiro e reanimado a sócia nesse negócio (Fui tão feliz com Benjamin que tenho vontade de chama-lo de Ben, mas não posso né? É, acho que não. Rs). Além dele, Stu também mostrou sua importância nessa nova jornada de Donna. Ele soube avaliar o produto e o empreendimento com honestidade, enxergou Donna como mais que uma secretária e a tratou como igual. Esses são os sinais de um bom aliado.
Não sabemos se The Donna terá sucesso ou não. De qualquer forma, isso não é a questão relevante desse enredo. O que importa mesmo é quem será Donna e que caminhos ela vai seguir depois de todo esse processo.
Enquanto tudo isso se desenrolava, na outra ponta do episódio víamos Mike na sua inconstância em sopesar o que de fato importa mais pra ele: fazer o bem para as pessoas ou se tornar um advogado? Me irrita que no fim das contas ele sempre acabe cedendo a essa segunda opção e os tais valores e ideais que ele diz ter descem para o ralo. Cada vez que Mike faz abre a boca para fazer um discurso moralizador ele só soa mais e mais hipócrita.
O empenho inconsequente de Harvey em tornar Mike um advogado só tem piorado as coisas. Entendo que provavelmente ele sente alguma culpa por Mike ter suportado sozinho as consequências de um crime que eles cometeram juntos. Mas ele ajudou Mike a sair da prisão e o pupilo já tinha até um emprego na clínica legal. Por que insistir mais uma vez em algo tão arriscado?
Nessa hora é que notamos a falta que Jessica Pearson faz. Se estivesse presente, ela já teria puxado Harvey pelas orelhas, aberto os olhos dele para as bobagens que anda fazendo e mandado ele focar no que importa: reerguer a empresa. Eu nunca pensei que diria isso, mas nesse exato momento Louis está mais preparado para gerenciar a Pearson Specter Litt do que Harvey. Quando você imaginou que veria Louis alertando Harvey sobre a imprudência de suas ações e as consequências daquilo para a empesa?
Falando nele, vimos mais uma vez ele tentar fazer a coisa certa e não ser recompensado, pelo contrário, seu romance com Tara começou a azedar quando Louis confessou seus pecados do passado. Mas era de se esperar, afinal o relacionamento Louis/Tara ainda não tem fundação suficiente para suportar a revelação de um erro tão grande. Ainda que Rachel e Mike não sejam meu casal favorito, não posso negar que eles tinham mais força para lidar com essas questões.
A sexta temporada se encerra na próxima semana. Será que Mike vai conseguir a aprovação na BAR ou vai tudo estourar na cara dele outra vez? E se estourar, dessa vez é Harvey quem vai tomar a bala por ele? Assistam a promo e vejam quem vai voltar pra virar essa história do avesso.



Notas:
1. “Nobody knows you better than Harvey”. Exatamente e vice-versa.
2. Por mais que Harvey esteja agindo de uma forma questionável e que me desagrada, o modo que ele faz me seduz. Um brinde à cena em que Harvey e Rachel encurralam Cromwell! Quanta ardileza e poder emanaram em tão poucos minutos. O mesmo sobre a parceria Harvey/Mike VS Qualquer um que estiver na caminho.
3. “I’d rather  throw The Donna into the ocean than move forward without you” (...) “I’m not being a martyr, I’m being a partner”- Um prêmio e um abraço para Benjamin, por favor.
4. “But there is no way in hell I’m getting into business with a career legal secretary”. Ok, isso doeu. Protejam Donna Paulsen a todo custo.



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Promo e stills da season-finale:










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