22 de abr de 2017

Review| Agents of S.H.I.E.L.D. - S04E18 - No Regrets


"Porque as vezes, o que as pessoas querem não é o certo para elas"

Eis que Agents of S.H.I.E.L.D. trás um novo significado para a teoria do caos, mude um simples arrependimento, uma pequena decisão, e o mundo poderá ser dominado pela Hydra. Houveram diversos diálogos profundos sobre o tema durante o episódio, com destaque para o da Daisy e do Radcliffe, depois da Jemma com o Ward, este mais voltado para o ser ou não real. O que mais me chamou atenção, e são justamente os extremos, é a mudança no Fitz e no Ward, a May teve um trauma, a falta do Coulson como um amigo, mas a essência dela continua a mesma, letal, leal e preocupada com os seus, Mack tem sua garotinha e vive pra ela, mas ainda é o Mack, o mesmo vale pro Coulson, ele estava lá e nem foi tão difícil trazê-lo de volta, o mesmo com o Mace, agora o Fitz, é radical de mais, como bem disse a Daisy, uma simples mudança não deveria ser capaz de muda-lo assim e, francamente, estou esperando algo mais além desse hipócrita do pai dele, porque sim, eu entendi as influencias, a criação, mas só isso não condiz com a sinopse do episódio que dizia que a verdade por trás da mudança do Fitz poderia derrubar todos na S.H.I.E.L.D.. Enfim, vamos a review. 

Mace ficou tão bem de herói que eu já deveria ter previsto alguma desgraça a caminho, as missões quase suicidas e os discursos motivadores caíram melhor que o slogan na vida real, achei o máximo ele virando os carros e jogando os carinhas da Hydra pra fora do caminhão. Como disse review passada, só acho desnecessária essa desconfiança dele com a Jemma, algumas pessoas desgostaram do forma com que ela vem tratando o Framework, a história de serem apenas dados, de não serem reais e tal, não acho que seja maldade ou superioridade, é apenas uma forma de autodefesa, depois do mundo alienígena, manter em mente que o Framework não é real foi a maneira que ela encontrou de ficar lúcida e não se apegar, infelizmente ela conheceu a Hope e acho que isso tudo está indo por água abaixo. Não gostei da forma como o Mace reagiu a história da Simmons, mas achei razoável, afinal, ele sentiu cada desgraça que aconteceu ali, sofreu por cada perda e ouvir que nada daquilo é real, bom, é de mais pra qualquer um e ela não tem como provar, não pode provar mas dá cada resposta, ela falando do Fitz, quebra o coração já partido do fandon e novos pedacinhos.

Outra coisa que vem fragmentando muitos corações é o Fitz, de verdade, preciso muito que a Simmons de um tapa ou dois na cara dele, se não acorda por bem, que acorde aos chacoalhões. Não sei vocês, mas eu senti muito ódio enquanto ele torturava a Skye, arrogante, nojento, cruel, nunca imaginei que veria o Fitz na posição de gostar de impor sofrimento, o tapa que ele deu na Skye e depois ainda limpou as mãos, nem a referencia à Agent Carter conseguiu amenizar minha raiva. O que conseguiu, mesmo que por pouco tempo, foi a consciencia pesada que ele demonstrou, justamente quando conhecemos o famoso Sr. Fitz. O pai do Fitz equivale a um Garret manipulando o Ward, nesse ponto concordo que uma pequena mudança, nesse caso ser criado pelo pai e não pela mãe, mudem todos os princípios dele, somando-se isso a falta da Simmons em uma idade ainda adolescente, ele se tornaria esse monstro. Como disse, só discordo que isso, por enquanto, possa derrubar todos na S.H.I.E.L.D.. Falando um pouco mais sobre o Sr. Fitz, que simpático não, o filho ali, demonstrando remorso, dúvida por ter matado alguém inocente, e ele vai lá e diz que isso é fraqueza, empatia, sentimentos femininos. Por favor, apaguem esse pai da vida do menino outra vez.

Apaguem as lembranças do Mack quando ele sair do Framework também, porque lembrar da fofura e doçura da Hope, sabendo que ele nunca mais irá abraça-la, ouvi-la o chamando de pai, pra ele, vai ser melhor não viver, o que me assusta um pouco. Não gosto muito dele, mas não gostaria que ele tivesse que deixar a filhinha no Framework, só que também não quero que ele morra lá. Esse pequeno problema já está se refletindo na forma como a Simmons vê as coisas, também nos diálogos com o Ward, eu queria que ela tivesse jogado na cara dele tudo que ele fez com ela, com o Fitz, com a Daisy, com todos, mas ela prefere guardar pra ela, o que só nos faz querer gostar dele quando ele pede desculpas, de qualquer modo, o foco aqui não é amar ou odiar Grant Ward, mas sim o que ele disse pra Jemma sobre a Hope e o Mack, se ele acredita que ela é real, se ele a ama e ela o ama em retorno, se ele é o pai dele, isso não a torna real? Esses questionamentos já estão afetando tanto ela quanto a Daisy, tanto que ela não quis o Mack em missão, não só porque ela quer mantê-lo vivo, mas também pela Hope. Ou seja, quando/se eles saírem do Framework, a vida de todos estará uma bagunça completa.  

De volta a Skye, não sei se sinto pena ou raiva da Aida/Ophelia, ela é maníaca, sem escrúpulos e amou o poder, mas, bem no fim, ela só queria uma escolha, só queria ser humana. Se por um lado o sentimentalismo bate, pelo outro a razão fala mais alto, querer ser humana não dá a ela o direito de 'puxar todos os cordões', como bem disse a Skye, nem de decidir quem vive e quem morre, ela alega ter dado uma escolha a cada um, o Mace não teve uma escolha aqui, a Jemma não teve uma escolha em momento algum. Isso sem contar as chantagens, trazer a possibilidade de uma vida com o Lincoln, uma família, felicidade, as custas da vida de outros, é cruel, a carinha da Skye, a dor nos olhos dela, isso não se faz. Até do Radcliffe eu senti pena, desesperado pela Agnes, impotente, ele perdeu o amor da vida dele no Framework e a vida no mundo real, ambos graças a Aida. Na minha opinião, a conversa dele com a Daisy, sobre singelas frases que mudam uma vida, foi uma das mais profundas da serie, uma das mais verdadeiras da vida. Isso pode parecer contradizer meu paragrafo inicial, por isso, friso novamente, pequenas escolhas, atitudes, palavras, mudam vidas, mas eu quero o real motivo pelo qual essa escolha do Fitz pode derrubar todos na S.H.I.E.L.D.. De qualquer modo, após um momento profundo de conversa, Radcliffe coloca um pouco de luz no caminho de todos ao dizer que existe uma saída que a Aida não pode destruir.

Uma das grandes vantagens do Framework é trazer aqueles que já foram. Desde o inicio, quando o Coulson e o Mace roubaram o ônibus da Hydra, até a missão disfarçada para infiltrar-se em um dos centros de reabilitação da mesma, o objetivo era recuperar um aliado infiltrado. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que esse aliado era o Trip. Bateu uma saudade nostálgica, o Coulson o chamando de Trip e ele falando do Comando Selvagem, todo animado, a saudade bateu forte. Tava toda animadinha, até ver o Chris sendo levado para o que o Trip chamou de quarentena, o lugar pra onde eles levam as crianças problemáticas. Lá encontramos outro personagem, esse não tão saudoso, ou a voz dele, Baksh e o método Faustus estavam em ação para hipnotizar as crianças. A caminho de auxiliar o Coulson e as crianças, Mace é parado por uma May, literalmente, possuída, parecia o Cal encarnado depois de tomar aquele soro de super força. Não importa a situação, é sempre legal ver a May lutando, costumo torcer muito por ela, mas dessa vez queria que ela perdesse e, quem sabe acordasse. Pois é, ela perdeu, mas não acordou. O pior não foi ver a decepção no rosto dela ao perder, foi vê-la falando com o Fitz e a Ophelia e eles mandando ela derrubar o prédio em cima do Patriota, afinal não havia nada de importante nele. Serio Fitz, não viu o sorriso psicopata no rosto da Ophelia? Custo acreditar que ele não sabia que haviam crianças na quarentena, ele é o segundo em comando e praticamente marido da Ophelia, claro que ele sabia que haviam crianças lá, só não se importou. Coisa que não aconteceu com a May ao ver todas aquelas crianças correndo enquanto o prédio desabava, o maior arrependimento dela foi a morte das crianças em Cambridge e agora ela autorizou que um Quinjet derrubasse um prédio em cima de tantas outras.

Enquanto a May lutava contra conflitos internos, do lado de dentro do prédio, Mace se tornava um herói. Juro que não esperava por um desfecho desses, temia pelo Mack, mas não imaginei que algo fosse acontecer com o Mace. Tudo desabando, as crianças fugindo, metade do time dentro de um prédio caindo e ele pula para salvar uma das crianças, bateu uma angustia quando tudo desabou em cima dele e a May chegou toda locona, mas ele começou a levantar todo aquele peso e eu pensei que tudo ficaria bem e eles ainda poderiam sequestras a May a trazê-la de volta para S.H.I.E.L.D., pra variar, fui enganada, ele conseguiu salvar o menino, e depois do Coulson mandar a May acordar, ela caiu em si, mas o Mace não foi páreo para sustentar toda estrutura do prédio e sair vivo. O desespero da Simmons, mais uma vez, retratou o fandon, que dor ver o Mace se tornando um herói de verdade ao perder a vida, o momento final, a troca de olhares entre ele e a May, fiquei esperando ele jogar tudo pra cima e sair andando, mas ele não saiu. E ainda tivemos que aturar o sorrisinho vitorioso da Ophelia e o pai do Fitz o cumprimentando por mais esse feito. Porém, o pior momento foi ver a Aida desligando o Mace do Framework,

Pra não terminar em completo desespero, May, que ao que tudo indica semi acordou, entra na cela da Skye e pergunta se ela é mesmo Inumana e, quando ela confirma, não é que a May tira um cristal da manga e taca na Skye. Como amei aquela troca de olhares e o sorriso no rosto de ambas. Que a Tremor volte com tudo! Antes de terminar, menção honrosa ao que o Ward poderia ter sido e ao cuidado que o Coulson está dando as meninas dele, assim como a volta do Trip e seus apetrechos do comando selvagem, que, ao que tudo indica, permitirão acesso ao Projeto Espelho, que, desconfio eu, seja algo para proteger ou anular essa saída que o Radcliffe falou. Agora só falta trazer a Bobbi e o Lance de volta né...
Por hora é isso pessoal, não deixem de dividir conosco suas expectativas para esse arco final. Até a próxima *-*

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