5 de ago de 2017

REVIEW- SUITS S07E04- “Divide and Conquer”




Eis que é chegado o episódio em que eu não passarei metade da review criticando Harvey. Finalmente a sétima temporada me apresentou a Suits em que as histórias se encaixam e os comportamentos dos personagens tem sentido. Até então tudo que tínhamos visto foi uma sequência de brigas entre os integrantes da PSL, apenas com breves pausa para respirar e recomeçar um novo round. Uma ameaça externa foi o ingrediente necessário para reorganizar os soldados em suas posições.
Divide and Conquer teve a função de unir a equipe da PSL de novo, nos empolgar a voltar a torcer pela empresa e permitir que os personagens poupassem seus “son of b*tch’s” e “motherf*cker’s” apenas para os verdadeiros adversários. Enfim um time, enfim um capitão. E, preciso dizer, enfim um plot twist.
A pilha de pessoas odiando Harvey tem sido real não só entre os espectadores do show mas também do lado de dentro da série. A propósito, fico feliz que eles pontuem dentro da narrativa que Harvey realmente estava fora de controle, agindo de forma cega, descontrolada e diferente do padrão que conhecemos do personagem. Isso me dá esperança de que os roteiristas conhecem o caminho por onde estão indo e preveem quais serão nossas reações. Nessa ideia, Donna foi a nossa voz e disse o que Harvey precisava ouvir e o que queríamos falar. O sermão de Donna o leva à aula de Jessica e o Harvey que conhecemos volta a aparecer – frequentemente Harvey precisa de uma mulher lhe dizendo o que fazer.
A Bratton Gould decidiu atacar a Pearson Specter Litt, em retaliação pela firma de Harvey ter pego um de seus sócios-sênior e os clientes que acompanham o pacote. O ataque veio por duas frentes e, pretendendo por Louis e Harvey em conflito, acabou por acender antigas e novas parcerias. Alex deu a mão que Louis não pediu (mas agradeceu) e Mike foi ao socorro de Harvey (com um dedinho de Donna) quando viu que ele precisava. Uma batalha vencida.
Foi muito bom ver todos os personagens envolvidos com uma mesma situação, isso dá maior liga às cenas. Às vezes, quando cada um está seguindo em um enredo próprio fico com a impressão de que as histórias estão meio soltas e o plot não tem um foco definido. Esse episódio foi diferente pois conseguiu até ramificar para histórias paralelas sem estreitar o tema central.
O primeiro ramo envolve Donna e a sua necessidade de provar seu valor no novo cargo. Se houve um ataque tão certeiro da Bratton Gould, houve também um informante e Donna abraçou para si a tarefa de identifica-lo. Não só por que ela teve receio de ser indiretamente responsável por isso, caso a informante fosse Stephanie, mas também porque Donna sentia que precisa atestar sua capacidade no escalão que agora ocupa. Estamos vendo além do “Eu sou Donna e eu sou incrível/Eu sou Donna e sei tudo” e conhecendo a Donna que também tem vulnerabilidades e a necessidade de ser valorizada e reconhecida. Ela colocou tanto esse peso sobre si que quando não conseguiu sua missão achou que tinha desapontado Harvey. Como se isso fosse possível.
Rachel puxa o segundo ramo. A nova advogada mostra-se tão completamente envolvida com as questões da empresa que, de certa forma, relegou a segundo plano a sua vida pessoal no que se relaciona à organização do seu casamento. A temática  é o que traz Robert Zane para o episódio e explora mais dessa relação pai/filha, mas não o resume a isso. O personagem de Zane também é bem aproveitado com aparições importantes no que toca ao plot principal. Duvido muito que a guerra contra a Bratton tenha se encerrado e, provavelmente, Zane deve se tornar um aliado em batalhas futuras.
Suits tem deixado sementes de histórias para serem exploradas em arcos maiores que o de um único episódio. O conflito com a Bratton Gould é maior do que a saída de Alex e seus clientes, envolve algo do passado de Harvey e Alex e agora também descobrimos que há algum evento problemático sobre Alex e Thomas Bratton que complicará ainda mais a história.
O caso pro bono sobre a morte de um presidiário também promete render uma narrativa mais longa, já que agora Mike resolveu pegar o caso e ir contra a palavra que deu a Harvey. Receita perfeita para criar problemas. Mike deveria saber que nunca é uma boa ideia guardar segredos dentro da PSL. Segredos em Suits sempre significam duas coisas: brigas ou chantagens (ou os dois). Bem, pra gente também significam bons enredos para os próximos episódios.


1.   Em momento algum passou pela minha cabeça que Jessica seria a informante. A goddamn  plot twist!!!
2.  “Eu não quero voltar para sua mesa nunca, Harvey”/ “Você vai tirar sua cabeça da sua bunda, escutar o que eu estou te dizendo e perceber que você tem um problema”. WOW! Um óculos do “turn down for what” para Donna, por favor.
3.  “Donna, você nunca me decepcionou em doze anos e não começou agora”. Meu coração de shipper não resiste a essas frases. Se você não acompanhou a transmissão online, informo que durante um dos comerciais do episódios foi exibido um anúncio com essa cena e trechos de uma entrevista com Gabriel e Sarah. Promovem Darvey para o povo e não dão Darvey para o povo.
4.   Harvey ainda tem  muito a melhorar como sócio-gerente, mas a mudança nesse episódio já foi um bom sinal.
5.   Muito bonitos e doces os momentos entre Rachel e Robert Zane.
6.   Já está tão normal as pessoas frequentando a casa de Harvey que agora elas entram sem ele estar lá, bebem a cerveja dele, (quase) usam o banheiro.
7.  Ainda tentando entender por que cogitaram o apartamento de Harvey para realizar o casamento em primeiro lugar. Foi só pela oportunidade de Mike fazer a piada sobre “Harvey (cof) Donna no casamento”?
8.   Um episódio que não mostra o relacionamento nonsense de Harvey com a terapeuta é um bom episódio.
9.   Não me lembro de um episódio que tenha tido tanta chamadas telefônicas.
10. Louis e Alex parecem ter bastante em comum. Gosto por gatos, sensação de serem negligenciados pelas suas empresa e, eu diria, comportamento duvidoso. Alex parece legal, mas ainda não consigo confiar.
11.   Não é engraçado que a gente conheceu a Pearson (insira todos os nomes que a empresa já teve) como uma firma tão forte e poderosa e agora Robert define ela como uma empresa estrebuchante com quem ele não queria fingir uma fusão para não manchar sua imagem? Mentira, não é engraçado. Eu ri, mas foi de nervoso.



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            Assista a promo do próximo episódio, Brooklyn Housing:




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