9 de set de 2017

REVIEW- SUITS S07E09- "Shame"






Humor, sagacidade e drama. Um rival com despeito de Harvey. Mike e Harvey unidos em um caso. O relacionamento de Harvey e Donna colocado nas entrelinhas. Pearson Specter Litt se alinhando para salvar um dos seus mais uma vez. O episódio 9 da sétima temporada é tudo isso e representa a Suits clássica que amamos. “Shame” é quase um reset na sétima temporada. É a apresentação de um novo caso que na verdade recicla um caso do passado e traz à tona antigos artifícios, antigas relações e antigos dramas.
Mas antes de adentrar na trama central do episódio, também é preciso aplaudir o bom aproveitamento que Suits conseguiu realizar com outras duas relações: Louis/Brian e Rachel/Robert.
Depois de realizar a noite de despedida de Sheila, Louis começou a encarar o constrangimento do erro, literalmente. A referência a Game of Thrones foi incrível. A devaneada caminhada da vergonha de Louis pelos corredores da PSL foi uma das cenas mais hilárias que Suits já fez. A maneira que ele encontrou de fugir do peso na consciência foi mergulhar no trabalho.
O caso da vez foi uma briga de patentes no mercado de chupetas e foi um bom pano de fundo para falar de paternidade, tanto o lado paternal do associado Brian como o lado paternal de Louis diante de seu associado. O surto de Brian quando teve sua competência como pai questionada foi admirado por Louis, mas logo depois ele pode ver melhor como se deixar afetar pelo emocional pode se tornar prejudicial ao trabalho. Nesse sentido, Brian serviu de ilustração para Louis e lhe ensinou uma lição. E Brian também não saiu dessa sem aprender nada.
Se tem alguém que foi essencial para cada um deles extraísse algum aprendizado disso tudo, esse alguém é Gretchen. A personagem teve a braveza de enfrentar o próprio chefe e lhe apontar todos os seus erros, ao mesmo tempo que foi extremamente leal a ele e o defendeu perante Brian. Meus aplausos para ela.
O encerramento da temática da paternidade desse episódio não poderia ter sido feita de forma mais doce. Brian deu a oportunidade de Louis se sentir pai por algumas horas e acredito que tanto um como um outro saíram gratos com isso.
Mas ainda falando de paternidade, tem me alegrado muito ver mais da relação de Robert e Rachel. Os momentos entre pai e filha tem sido adoráveis e o caso em que eles estão trabalhando ainda abre espaço para discussões tão importantes como o racismo.
Tem sido interessante ver Rachel com enredos próprios, separados de Mike. A personagem comumente é vista como chata, chorona, mas é preciso reconhecer que quando ela está envolvida em tramas próprias (como na sexta temporada e nos episódios mais recentes dessa sétima) ela tem cumprido bem o seu papel e eu não tenho reclamações.
No plot central do episódio, Mike, pretendendo recompensar a bagunça que causou nos últimos dias, trouxe para Harvey o caso que gritaria ao mundo quem é o novo rei da PSL e o que ele é capaz se fazer. A estratégia foi arrumar briga com o novo Vice-procurador, que ganhava a fama de estar arrasando com os empresários de Wall Street. A surpresa ficou por conta da descoberta de que o adversário escolhido acabou não sendo um figurão qualquer, mas alguém que conhece bem a Harvey e que nutre por ele uma boa dose de ressentimento e inveja. Na perfeita definição de Mike, Andrew Malik é a mistura de Louis Litt e Elliot Stemple (o carinha da gravata borboleta que levou embora o quadro de Harvey).
Assim como aconteceu na Pearson, na Promotoria Harvey também causou predileção de um lado e rancor do outro. Mas enquanto Louis ainda vê Harvey como um verdadeiro amigo, Andrew não tem nenhum afeto que obstrua sua caçada. Ter acompanhado Harvey de perto, na verdade, lhe deu a oportunidade de conhecer os pontos fracos e as relações que podem ser usadas para abalá-lo.
No curso do caso de alienação fraudulenta contra a cliente de Harvey, Andrew resolveu lançar a carta do desprestígio ao advogado levantando a questão de que Harvey estaria omitindo provas (Alguém andou fazendo aulas com Travis Tanner). De acordo com o que Harvey deduziu, o caso que Andrew pretende trazer como referência do comportamento de Harvey é o de Clifford Danner, condenado inocente e retirado da cadeia por Harvey depois que ele descobriu que seu chefe, Cameron, escondeu evidências. Como ele pretende provar isso? Trazendo para testemunhar a pessoa que presenciou os fatos do processo: Donna.
Com a intimação de Donna e a necessidade de prepará-la tivemos a promessa de retorno do julgamento simulado. Os julgamentos simulados sempre representaram uma das grandes marcas da série e, no passado, já nos renderam excelentes cenas.  A expectativa agora não é só de reviver esse trope, mas sim ver também Louis usando de novo (desta vez com autorização) de todas as questões pessoais que ele sabe a respeito de Donna (e Harvey) para ajudá-la a se preparar para o depoimento. E vamos combinar, Louis sabe de muita coisa.
É quando um dos nossos favoritos está em risco que Suits realmente fica interessante. Harvey está em perigo, mas além disso a cortina que cerca os sentimentos entre ele e Donna também corre um risco alto de se rasgar. Na segunda temporada, em que nós ainda não tínhamos nenhuma informação sobre o passado desses personagens, Louis já deixou todos atônitos perguntando se Donna amava Harvey. Imaginem o que pode acontecer agora, depois de tudo o que já sabemos, depois de tudo o que Louis sabe, depois de tantos episódios focados no abalo de Donna com o novo relacionamento de Harvey.
O nono episódio dessa temporada foi sim muito bom mas a melhor qualidade dele é ser uma promessa de que o próximo será fantástico e teremos uma mid-season finale memorável.


 Notas:
1. “O que você está fazendo aqui, Mike? Eu não tenho tido a chance de aproveitar meu café da manhã há semanas”. Oh!! Parece que Harvey não curte muito o café que Paula faz.
2. Suits não quer que esqueçamos o quanto Harvey valoriza o conceito de família. No convite feito a Rachel, Robert teve de repetir as palavras de Harvey quanto ao pedido de Zane de trabalhar com a família: “Claro, Robert! Como eu poderia ficar no caminho disso?”
3. Donna se arrepende de ter colocado Harvey acima dela mesma.. Guardem isso, pois pode ser uma informação importante para prevermos os rumos dessa relação.



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Assista a promo do próximo episódio, Donna: 



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